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Primeiro-ministro admite novas ruturas no dique junto a Coimbra

Luís Montenegro apelou a comportamentos responsáveis e respeito pelas instruções das autoridades.

11 de fevereiro de 2026 às 19:57

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, admitiu hoje novas ruturas no dique nas margens do rio Mondego, junto Coimbra, e pediu aos cidadãos comportamentos responsáveis e respeito pelas instruções das autoridades.

Numa conferência de imprensa na Proteção Civil de Coimbra, onde hoje um dique rebentou na margem direita do rio Mondego, nos Casais, junto ao viaduto da autoestrada 1 (A1), Luís Montenegro destacou que novas ruturas poderão ocorrer e ser prejudiciais para as populações nos perímetros mais expostos a estas cheias.

"Isto provocará naturalmente um efeito de cheia, que será um efeito lento, que já está a começar a atingir populações, quer no concelho de Coimbra, quer de Montemor-o-Velho. Por isso, não quero deixar de alertar para a possibilidade de outras ruturas poderem vir a acontecer nas próximas horas", disse o responsável.

Todos os cidadãos devem respeitar as instruções dos elementos das autoridades, nomeadamente se lhes for pedido que abandonem as habitações, apesar dos incómodos e inconvenientes que isso traz à vida das pessoas, porque as autoridades estão "mesmo a tratar da segurança das pessoas em primeiro lugar e, naturalmente, também da segurança dos seus bens", acrescentou.

"Temos ainda pela frente horas de precipitação intensa", salientou o governante.

Luís Montenegro destacou ainda que na quinta-feira poderá haver um desagravamento da chuva, "mas isso não vai diminuir a necessidade de vigilância", uma vez que na noite de quinta para sexta-feira está prevista novamente precipitação forte que pode afetar a resistência do dique que liga Coimbra à Figueira da Foz.

O primeiro-ministro saudou também a atitude preventiva das autoridades e autarcas e afirmou que "todo o dispositivo" que o Estado tem está no terreno".

"É uma situação, de facto, muito exigente, temos noção disso, mas quero deixar uma palavra de tranquilidade e serenidade, porque todo o dispositivo que o Estado português tem está no terreno, toda a cooperação e articulação entre todas as forças está a acontecer", disse.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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