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Correio da Manhã

Sociedade
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Professora demitida por divulgar exame de Português

Edviges Ferreira, ex-presidente da Associação de Professores de Português, foi afastada.
Bernardo Esteves 21 de Março de 2019 às 08:35
Edviges Ferreira
Edviges Ferreira
Edviges Ferreira
Edviges Ferreira
Edviges Ferreira
Edviges Ferreira
Edviges Ferreira
Edviges Ferreira
Edviges Ferreira
Edviges Ferreira
Edviges Ferreira
Edviges Ferreira
Edviges Ferreira, antiga presidente da Associação de Professores de Português e docente dos quadros do Ministério da Educação, foi afastada do ensino público por ter divulgado a alunos conteúdos do exame de Português de 2017.

"O ministro da Educação determinou a aplicação da sanção disciplinar de demissão à docente que, em violação do dever de confidencialidade a que estava vinculada, deu a conhecer informação relativa a conteúdos do exame de Português 639, realizado a 19 de junho de 2017", afirma o Ministério da Educação numa nota em que nunca refere o nome da docente.

Segundo a tutela, no processo disciplinar instaurado pela Inspeção-Geral da Educação, "todas as infrações constantes dos artigos da acusação foram consideradas provadas, concluindo-se que a docente terá agido de forma consciente e intencional, desrespeitando gravemente os seus deveres funcionais e o interesse público".

A professora "foi já notificada da decisão", que tem efeitos imediatos. O CM tentou, sem sucesso, obter uma reação de Edviges Ferreira. A docente dava explicações a uma aluna a quem contou que na prova ia sair Alberto Caeiro e contos e poesia do século XX.

Um áudio partilhado por outra aluna na aplicação WhatsApp levou à denúncia feita por um professor chamado Miguel Bagorro.

Estudantes não aproveitaram
Os alunos não aproveitaram a informação para subir as notas, não tendo havido "benefício mensurável", revelou o ME em 2017.

O ME prometeu esperar a conclusão do processo disciplinar à docente para aplicar "eventuais medidas" aos alunos , mas não é crível que o faça.

Parlamento debate diploma a 16 de abril
A apreciação parlamentar sobre o diploma do Governo que devolve 2 anos e 9 meses de tempo de serviço congelado aos docentes foi marcada para 16 de abril. BE e PCP propõem a contagem integral dos 9 anos, 4 meses e 2 dias.

Rui Rio, líder do PSD, disse ontem que ainda não decidiu e deixou um aviso: "Os professores têm de ter presente que, com este diploma, não têm nove anos, mas têm pelo menos dois. Se este diploma cair, não têm nada."

PORMENORES 
Acusada de dois crimes
O Ministério Público revelou em março de 2018 que deduziu acusação contra a docente e requereu o julgamento por um crime de violação de segredo por funcionário e um outro crime de abuso de poder.

Fenprof vai para tribunal
A Fenprof vai avançar hoje com ações em tribunal para contestar ultrapassagens na carreira de 56 mil docentes que entraram na carreira até 2010, e que foram ultrapassados por cerca de 11 mil docentes que entraram nos quadros no período do congelamento, entre 2011 e 2017.
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