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Projeto-piloto da IP emitiu alertas em situações de cheias repentinas e inundações no Seixal

Sistema inteligente de monitorização e alerta de cheias repentinas e inundações está instalado ao quilómetro 5,5 da EN378, em Fernão Ferro, numa zona considerada vulnerável a fenómenos de inundação.

15 de maio de 2026 às 18:54

A empresa pública Infraestruturas de Portugal (IP) concluiu o projeto-piloto de monitorização de cheias na Estrada Nacional (EN) 378, no Seixal, após 90 dias de testes que permitiram emitir dois alertas reais e cortar preventivamente a estrada por segurança.

A conclusão do projeto foi divulgada hoje pela IP no âmbito do anúncio da adjudicação da empreitada de reabilitação da EN378 entre o Seixal e Fernão Ferro, um investimento de cerca de 15 milhões de euros que prevê intervenções ao nível da segurança rodoviária, drenagem e pavimentação.

O sistema inteligente de monitorização e alerta de cheias repentinas e inundações está instalado ao quilómetro 5,5 da EN378, em Fernão Ferro, numa zona considerada vulnerável a fenómenos de inundação.

Segundo a Infraestruturas de Portugal (IP), o projeto integra um sensor de radar para medição da altura da lâmina de água no Rio Judeu, um sensor de inundação ao nível do pavimento, um sistema de comunicação e uma estação meteorológica.

De acordo com a IP, durante o período de testes houve sucessivas intempéries, tendo sido registados 464,8 milímetros de precipitação acumulada, valor que corresponde a mais de cinco vezes a média climatológica mensal de janeiro no concelho do Seixal.

Nesse período de 90 dias, acrescenta a IP, o sistema emitiu "dois alertas de inundação, nos dias 07 e 11 de fevereiro, correspondentes a situações reais no terreno, que levaram ao corte preventivo da EN378" durante mais de três horas em cada uma das ocasiões.

A empresa considera ainda que os resultados demonstram a capacidade da solução para apoiar a decisão operacional do Centro de Controlo de Tráfego da IP e reforçar a resposta a eventos climáticos extremos.

"A análise dos dados permitiu concluir que o risco de inundação neste ponto não depende apenas do comportamento do Rio Judeu, mas também da acumulação de águas pluviais provenientes da envolvente da estrada", sublinha a empresa.

"Os resultados do projeto-piloto demonstram ainda a importância de combinar manutenção preventiva, reforço dos sistemas de drenagem e tecnologias inteligentes de monitorização, numa abordagem que poderá vir a ser replicada noutros pontos críticos da Rede Rodoviária Nacional, reforçando a resiliência das infraestruturas face a fenómenos climáticos extremos", conclui o comunicado da IP.

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