Segundo dados da CIP, são as grandes e médias empresas que preveem o subir o número de trabalhadores.
A grande maioria das empresas (73%) espera manter postos de trabalho até final do ano e quase um quinto (19%) prevê aumentar, com destaque para grandes e médias empresas, segundo dados de um inquérito apresentado esta segunda-feira pela CIP.
Este é um dos resultados do 17.º inquérito realizado no âmbito do projeto "Sinais Vitais", desenvolvido pela CIP -- Confederação Empresarial de Portugal, em parceria com o Marketing FutureCast Lab do ISCTE, que conta com uma amostra de 355 empresas, das quais a maioria (47%) é do setor da indústria e energia, de outros serviços (22%), do comércio (15%) e da construção e atividades imobiliárias (5%).
O estudo refere que "em todas as empresas -- grandes, médias, pequenas e micro -- existe uma expectativa de manutenção do número de postos de trabalho e um maior número de empresas que espera aumentar, face às que esperam diminuir".
"Em linha com os resultados dos meses anteriores, 92% dos empresários assumem que vão manter ou vão aumentar o quadro de pessoal existente", enfatizou o dirigente da CIP Óscar Gaspar, durante a apresentação do documento.
Segundo o estudo, em média, 73% das empresas que responderam ao inquérito realizado este mês preveem manter os postos de trabalho até final do ano, enquanto 19% esperam aumentar e 8% reduzir, sendo que nas grandes e nas médias a expectativa de aumento do número de postos de trabalho é superior à média nacional, com 32% e 34%, respetivamente.
Por outro lado, 7% das grandes empresas e 13% das médias empresas responderam que deverão reduzir o seu número de trabalhadores.
Já as pequenas empresas, 17% esperam aumentar os seus recursos humanos e 6% diminuir, enquanto essas percentagens correspondem a 11% e a 6% nas micro empresas, respetivamente.
Tendo em conta a média nacional, as empresas que preveem diminuir postos de trabalho (8%) esperam uma queda média de 16%, uma percentagem inferior à do mês anterior (21%).
As empresas que esperam aumentar recursos humanos (19%) esperam um acréscimo médio de 13%, o que significa um ligeiro acréscimo em relação ao do mês anterior (12%).
O estudo mostra ainda que "as expectativas de vendas das empresas respondentes até ao final de 2021 é negativa face ao mesmo período de 2019", período anterior à pandemia de covid-19, com 35% a esperarem uma diminuição e 26% das empresas a esperarem um crescimento.
Esta perspetiva negativa é sobretudo verificada nas grandes empresas (43%) e nas micro (36%).
Nas grandes empresas, a expectativa de crescimento é verificada em 29% das empresas, o que representa uma evolução negativa em relação a junho (40%).
Por seu lado, as empresas que preveem diminuir vendas (35%) anteveem uma queda média de 31% até final do ano, o que é um valor menor do que no mês de junho (34%).
As empresas que preveem aumentar vendas (33%) esperam um acréscimo médio de 25%, uma subida em relação a junho (22%).
Em termos de investimento, "as expectativas melhoram em relação a junho", com 25% das empresas a considerarem investir mais do que em 2019, enquanto 23% indicaram uma diminuição e 52% uma manutenção, indica o documento.
Com diminuições no investimento acima da média estão as grandes empresas (47%).
O barómetro mostra, por sua vez, que o número de empresas em pleno funcionamento em setembro aumentou em relação a junho, de 85% para 95%.
"Praticamente temos outra vez a economia a funcionar e esta é uma boa novidade", disse Óscar Gaspar.
"Estamos longe do final do primeiro semestre do ano passado, quando cerca de 60% das empresas estavam a laborar e 40% com dificuldades em retomar a atividade", acrescentou o dirigente da CIP.
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