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Relatório sobre apagão na Península Ibérica revela necessidade de reforçar sistema elétrico da UE

Peritos europeus confirmam que o apagão ibérico foi provocado por falhas em cascata.

20 de março de 2026 às 12:48

O comissário europeu da Energia considerou esta sexta-feira que relatório dos peritos europeus sobre o apagão na Península Ibérica, que confirma falhas em cascata, revela "novos desafios" do sistema elétrico da União Europeia (UE) e necessidade de o modernizar.

"O relatório final sobre o apagão em Espanha e Portugal é claro: o sistema elétrico da Europa enfrenta novos desafios. Temos de reforçar a sua resiliência e agir para prevenir incidentes deste tipo", reagiu Dan Jørgensen, numa publicação na rede social X.

De acordo com o responsável europeu pela tutela, o Pacote de Redes Europeias "ajudará a modernizar as redes" comunitárias, numa alusão ao conjunto de medidas da Comissão Europeia destinado à expansão e digitalização das infraestruturas, melhoria das interligações entre países, integração de energias renováveis (como solar e eólica) e simplificação dos processos de licenciamento para novos projetos.

Além disso, "a revisão do quadro de segurança energética da UE também irá reforçar a preparação e tornar o sistema mais preparado para o futuro", adiantou Dan Jørgensen.

O relatório final dos peritos europeus confirma que o apagão ibérico foi provocado por falhas em cascata e recomenda reforçar tanto os quadros regulatórios como a coordenação entre operadores da rede e grandes produtores, de forma a prevenir eventos semelhantes.

O documento publicado esta sexta-feira, elaborado por 45 especialistas de operadores de rede e reguladores de 12 países, volta a destacar que o apagão que afetou Espanha e Portugal em 28 de abril de 2025 foi o "incidente mais grave e sem precedentes no sistema elétrico europeu em mais de 20 anos".

A investigação da Rede Europeia de Gestores de Redes de Transporte de Eletricidade (ENTSO-E, na sigla em inglês) conclui que a situação resultou de uma combinação de vários fatores interligados, incluindo "oscilações, lacunas no controlo de tensão e de potência reativa, diferenças nas práticas de regulação de tensão, reduções rápidas de produção e desligamentos de geradores em Espanha, bem como capacidades de estabilização desiguais".

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