Aluno do 7.º ano da Escola da Ponte não passa despercebido em lado nenhum.
Rodrigo Magalhães, de 12 anos, quer ser inspetor policial e há cerca de três anos decidiu alargar os conhecimentos sobre polícia, bombeiros e proteção civil, apresentando-se diariamente na sua escola, em Santo Tirso, com um 'kit' de primeiros socorros.
O aluno do 7.º ano da Escola da Ponte não passa despercebido em lado nenhum, com as duas bolsas à cinta que constituem o seu 'kit' de primeiros socorros e, assim que a conversa se inicia, percebe-se também uma vontade enorme de, a cada dia, aprender sempre mais desde que integrou um dos 51 grupos do Clube de Proteção Civil que existe naquele concelho do distrito do Porto.
"Comecei desde muito novo a gostar, eu quero ser um inspetor e fui alargando os conhecimentos e os gostos para a polícia, bombeiros e proteção civil", respondeu, prontamente à pergunta sobre o que o atrai no projeto, antes de começar a retirar o material que o acompanha diariamente para mostrar à reportagem da Lusa.
Na primeira das duas bolsas, mostrou, tem um 'kit' de primeiros socorros, enquanto na segunda guarda 15 metros de 'paracord' [corda de sobrevivência), rádios comunicadores, uma lanterna de cabeça, um filtro de água, e uma espécie de dicionário de transporte de matérias perigosas, para além de um caderno.
Questionado se alguma vez tinha utilizado algum desse material, Rodrigo contou que usou a lanterna no apagão [28 de abril de 2025] e "nos últimos dias em que ficaram sem luz", acrescentando que testou o filtro de água quando o comprou e que o 'paracord' "é para fazer alças para várias coisas".
Pelo meio, contou, o 'kit' de primeiros socorros foi útil quando um colega foi atingido por "um pau numa perna, que lhe causou um furo", tendo sido o Rodrigo quem lhe "estancou a hemorragia", através da colocação de "uma compressa e soro fisiológico para desinfetar". Seguidamente ligou-lhe com outra compressa e só depois foi visto pelas funcionárias para apurar se era preciso outro tipo de ajuda, acrescentou.
Rodrigo é um dos cerca de três mil alunos que em 2025 integraram os clubes de proteção civil de Santo Tirso, contou à Lusa o coordenador municipal Júlio Braga que explicou que a atração dos alunos é feita através de ações de sensibilização, jogos, projetos que estão a dinamizar.
Segundo o responsável, o objetivo "é promover competências de autoproteção, sensibilizar para os riscos naturais, tecnológicos em toda a população infantil ou juvenil e dar-lhes competências de como atuar em situações de emergência e como as prevenir".
O projeto existe desde 2008 e funciona como atividade extracurricular e, explicou Júlio Braga, recorre a "trabalhos mais tecnológicos e a outros mais analógicos", acompanhando o evoluir dos tempos, revelando o coordenador que os temas que são ensinados abrangem não apenas "alguns riscos, nomeadamente a questão da parte industrial (...) mas também como atuar em situações de emergência, de incêndio, de como se deve proceder".
Segundo a coordenadora dos clubes de proteção civil, Isabel Pimenta, as atividades ocorrem duas vezes por semana e, na Escola Secundária de São Martinho, criaram um 'podcast' em que entrevistaram agentes da Proteção Civil, uma bombeira que é, também, funcionária da escola e um militar da GNR da Escola Segura.
O conjunto de entrevistas será lançado em março no âmbito do Dia Nacional da Proteção Civil, disse.
Ao lado, um Jogo da Glória adaptado pelo Clube da Proteção Civil ocupa elementos da proteção civil e alunos do primeiro e segundo ciclo, explicando a docente que estão a ser informados sobre "algumas situações de risco, saber que tipo de atitudes é que devem tomar para estarem em segurança".
Na informação cedida pela autarquia, lê-se que o conteúdo das 24 cartas do jogo é adaptado à realidade municipal, trabalhando temáticas como a vespa asiática ou a prevenção dos incêndios florestais.
Leonor Monteiro, aluna do 9.º ano e finalista da Olimpíadas da Proteção Civil criadas pelo município em 2025, concordou com a importância da aprendizagem "porque hoje em dia acontecem cada vez mais catástrofes", acrescentando a isso a importância de aprender para "depois orientar mesmo os mais velhos, que não tiveram tanto acesso [à informação].
Do seu caso pessoal, contou já ter transmitido os ensinamentos aos pais, "porque nunca se sabe quando é que uma tragédia pode acontecer, então é importante que o máximo de pessoas saibam o que fazer".
Raul Alteia, aluno do 4.º ano da Escola da Lage, e o mais novo dos alunos presentes na ação de formação, contou à Lusa o que ensinou aos pais, por exemplo, se houver um tremor de terra: abaixar, proteger e aguardar. Já no caso de cheias, devem "ir para um lugar mais alto".
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