Protesto irá continuar, em Lisboa, mas no âmbito de uma greve dos trabalhadores do município.
Os Sapadores Bombeiros que estão em vigílias há 43 dias em Braga e no Porto decidiram terminar esta terça-feira aquele protesto e anunciaram que um dos sindicatos do setor foi convocado pelo Governo para "negociações sobre o futuro" daqueles profissionais.
"A decisão de terminar o protesto já tinha sido tomada, mas vemos com satisfação, e como sinal de boa-fé por parte do Governo, o anúncio desta manhã da convocação de uma reunião com o Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores", disse, em declarações aos jornalistas, um dos representantes do movimento que dinamizou o protesto, Paulo Carvalho.
Aqueles profissionais iniciaram em setembro vigílias no Porto, Braga e Lisboa para "chamar a atenção e alertar" para aquilo que consideram "ser justo", que é "o reconhecimento da profissão como profissão de risco e desgaste rápido, a atribuição de um subsídio de risco digno e a revisão da tabela remuneratória".
Em Lisboa, o protesto dos Sapadores irá continuar mas no âmbito de uma greve dos trabalhadores do município.
Também na manhã desta terça-feira, deu conta aquele sapador bombeiro, "foi entregue na Assembleia da República uma petição com mais de 16 mil assinaturas na qual constam todas as reivindicações dos Sapadores para que os partidos a possam analisar e discutir".
O Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML) e dezenas de bombeiros entregaram esta terça-feira na Assembleia da República uma petição, com 20 mil assinaturas, exigindo medidas de valorização dos bombeiros sapadores da administração pública e da sua carreira
Durante esta manhã estiveram na praça General Humberto Delgado, no Porto, cerca de 100 sapadores para assinalar o fim das vigílias e dar conta que "a luta continua" até que a situação "esteja bem resolvida".
"Esta decisão [de terminar a vigília] foi concertada e em resposta à tomada de posição dos deputados [da Assembleia da República] que no dia 9 aprovaram um projeto de lei para que a nossa profissão seja considerada de risco e desgaste rápido (...) isto não implica que como forma de luta estejamos presentes sempre que houver um membro do Governo, nos façamos ouvir para que não caiamos no esquecimento, e novas formas de luta podem aparecer", explicou Paulo de Carvalho.
Sobre a reunião anunciada entre Governo e um dos sindicatos do setor, os sapadores encaram o gesto como "sendo de boa-fé" por parte do Governo, mas deixaram vários apelos: "Apelamos ao Presidente da República, ao presidente da Assembleia da República, ao primeiro-ministro, aos deputados que não se esqueçam de nos ajudar [quando o projeto de lei aprovado for discutido] na especialidade".
"A promessa do Governo [foi] até ao primeiro trimestre de 2025 termos respostas às nossas solicitações. O Governo hoje abriu as portas a um sindicato para que dia 24 comecem negociações, um sinal de boa-fé (...)queremos acreditar na boa-fé do Governo", disse Paulo Carvalho.
Os Sapadores Bombeiros estão presentes em 25 cidades do país com mais de três mil elementos.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.