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Correio da Manhã

Sociedade
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SATU cumpre última viagem

Depois de 11 anos em funcionamento.
29 de Maio de 2015 às 10:47
O projeto do metro de superfície custou 20 milhões de euros
O projeto do metro de superfície custou 20 milhões de euros FOTO: Pedro Catarino

O metro de superfície de Oeiras, SATU, vai realizar a sua última viagem no domingo, cumprindo um encerramento sentenciado pelo Governo, que põe fim a um trajeto marcado por dívidas e dúvidas em torno da sua continuidade.


Foi a 7 de junho de 2004 que Portugal conheceu o primeiro comboio monocarril e não tripulado do país.


O projeto, que custou 20 milhões de euros, teve como mentor o ex-presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, mas foi inaugurado por Teresa Zambujo (PSD), que liderava o executivo na altura, e pelo então ministro dos Transportes e Obras Públicas, Carmona Rodrigues.


O Sistema Automático de Transportes Urbanos (SATU) sem condutor, elétrico e não poluente, funciona como uma espécie de elevador na horizontal, e a polémica à sua volta começou logo na viagem inaugural. Na ocasião, dezenas de manifestantes contestaram o preço dos bilhetes.


Um ano depois, os protestos continuavam, mas desta vez da parte de moradores que alertavam para o ruído provocado por um meio de transporte que circulava "vazio".


Foi também em 2005 que começaram a surgir as primeiras exigências da oposição de esquerda na Câmara de Oeiras no sentido do encerramento do SATU, apontado como "um elefante branco do ponto de vista económico". Cinco anos depois, em 2010, foram conhecidos os reais prejuízos da empresa: 17 milhões de euros acumulados desde o seu início.

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