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SEDES pede reforço da fiscalização após denúncias em creche de Lisboa

No dia 09 de fevereiro, pais e familiares de crianças que frequentam a Academia Sonhar e Crescer manifestaram-se.

16 de fevereiro de 2026 às 18:41

A SEDES -- Associação para o Desenvolvimento Económico e Social considerou esta segunda-feira "intolerável" a "situação de violência" alegadamente ocorrida numa creche em Lisboa e defendeu o reforço da prevenção e fiscalização em respostas financiadas com dinheiros públicos.

Em comunicado, a estrutura jovem da associação considera "aberrante" a situação descrita por familiares de crianças que frequentavam a Academia Sonhar e Crescer, na freguesia de Carnide, sustentando que "estas cobardes formas de violência contra crianças não podem ter lugar na nossa sociedade, sobretudo contra crianças tão pequenas".

No dia 09 de fevereiro, pais e familiares de crianças que frequentam a Academia Sonhar e Crescer, na freguesia de Carnide, Lisboa, manifestaram-se, alertando para a existência de indícios de maus-tratos físicos e psicológicos aos filhos e impedindo a entrada dos menores na creche.

Face a esta situação, a SEDES defende uma atuação tanto a nível de apoio psicológico às crianças e famílias, como celeridade na investigação destes comportamentos, que estão sob investigação do Ministério Público.

"Faltam exigências que as organizações a quem as famílias entregam as suas crianças deveriam cumprir. É essencial criar essas exigências legais, que garantam que nestas respostas existem instrumentos de prevenção de violência contra crianças", defende a SEDES.

O caso levou o PAN a requerer audições parlamentares urgentes à ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, ao presidente do Instituto da Segurança Social e a representantes dos pais das 37 crianças inscritas na creche, integrada no programa Creche Feliz.

Por seu turno, numa nota enviada à agência Lusa, a direção da Academia Sonhar e Crescer indicou estar a colaborar com a justiça e reafirmou o "compromisso inabalável com a proteção, segurança e desenvolvimento das crianças".

A instituição referiu ainda que "já foi formalmente solicitado ao Ministério Público que a audição decorra com a maior brevidade possível", lembrando que a creche e as suas colaboradoras "se encontram totalmente disponíveis para colaborar com a Justiça e contribuir para o completo esclarecimento da verdade dos factos".

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