Em causa estão as lojas situadas no Alvito, Viana do Alentejo e Cuba.
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O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações denunciou esta terça-feira que o fecho das estações dos CTT de Alvito e Viana do Alentejo está "por dias" e o de Cuba está a ser tratado "sorrateiramente".
Segundo o sindicato, num comunicado enviado à agência Lusa, o fecho das estações das vilas de Alvito, no distrito de Beja, e de Viana do Alentejo, no distrito de Évora, está "por dias".
Já o fecho da estação dos CTT da vila de Cuba, no distrito de Beja, "está sorrateiramente a ser tratado" e "diz-se que outras estarão na calha para idêntico e prejudicial tratamento" no Alentejo, refere o sindicato.
No comunicado, o sindicato lembra que a empresa CTT fechou, nos últimos meses, as estações das vilas de Almodôvar, Vidigueira e Barrancos, no distrito de Beja, que foram "as mais recentes vítimas" no Alentejo e substituídas por postos de correios geridos por privados.
"O Alentejo e os alentejanos estão debaixo do fogo cerrado da gestão dos CTT, que lhes encerra estações de correio a eito, porque os que ali vivem são poucos e, aparentemente, tão pobres, que nem um balcão do Banco CTT merecem", lamenta o sindicato.
E "isto sem, aparentemente", os CTT "darem cartucho às câmaras municipais e sem um ai que seja" da ANACOM - Autoridade Nacional de Comunicações e do Governo, frisa.
Segundo o sindicato, a administração da empresa CTT, "com o confrangedor silêncio e consentimento" do Governo e da ANACOM, "porque calando-se dão o seu consentimento tácito", "sente-se à vontade para contribuir ativamente para o agudizar da desertificação das terras alentejanas, fechando mais umas quantas estações de correios" no Alentejo e após ter fechado as de Almodôvar, Vidigueira e Barrancos.
O sindicato frisa que não há "nem uma" justificação "lógica, justa e que respeite os alentejanos enquanto cidadãos portugueses de corpo inteiro" para o fecho de estações dos CTT no Alentejo.
Já quanto à "justificação oficial", "parece" que o fecho das estações se deve ao facto de "não serem rentáveis" e "porque não iriam ter balcões do Banco CTT", indica o sindicato.
Contactada pela Lusa, fonte oficial dos CTT, em reação à denúncia do sindicato, disse que "os CTT estão permanentemente a analisar os fluxos de procura pelas populações relativamente aos serviços postais e evoluem para a solução mais adequada tendo em conta a conveniência, as necessidades de serviços, a disponibilidade horária e outros critérios relevantes, em articulação com as autoridades locais".
"Os CTT têm vindo a reforçar os pontos de acesso por todo o país, garantindo que as necessidades dos clientes estão asseguradas", disse a fonte, frisando que, atualmente, "existem mais pontos de acesso do que no final de 2017".
Segundo a fonte, as estações de Almodôvar, Vidigueira e Barrancos, oficialmente designadas lojas CTT, fecharam e foram substituídas por postos de correios geridos por parceiros privados, que continuam a assegurar todos os produtos do Serviço Postal Universal e aos quais acrescentam o pagamento de faturas, vales e prestações sociais.
Os postos de correios de Almodôvar e Vidigueira continuam a funcionar nas mesmas instalações e o de Barrancos noutras situadas perto da anterior estação, cujo trabalhador "tem o seu posto de trabalho assegurado noutra localidade", disse a fonte.
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