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Correio da Manhã

Sociedade
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Sindicato diz que vão fechar mais três estações dos CTT no Alentejo

Em causa estão as lojas situadas no Alvito, Viana do Alentejo e Cuba.
Lusa 26 de Junho de 2018 às 15:33
Estação dos CTT do Alvito
Estação dos CTT de Viana do Alentejo
Estação dos CTT de Cuba
Estação dos CTT do Alvito
Estação dos CTT de Viana do Alentejo
Estação dos CTT de Cuba
Estação dos CTT do Alvito
Estação dos CTT de Viana do Alentejo
Estação dos CTT de Cuba
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações denunciou esta terça-feira que o fecho das estações dos CTT de Alvito e Viana do Alentejo está "por dias" e o de Cuba está a ser tratado "sorrateiramente".

Segundo o sindicato, num comunicado enviado à agência Lusa, o fecho das estações das vilas de Alvito, no distrito de Beja, e de Viana do Alentejo, no distrito de Évora, está "por dias".

Já o fecho da estação dos CTT da vila de Cuba, no distrito de Beja, "está sorrateiramente a ser tratado" e "diz-se que outras estarão na calha para idêntico e prejudicial tratamento" no Alentejo, refere o sindicato.

No comunicado, o sindicato lembra que a empresa CTT fechou, nos últimos meses, as estações das vilas de Almodôvar, Vidigueira e Barrancos, no distrito de Beja, que foram "as mais recentes vítimas" no Alentejo e substituídas por postos de correios geridos por privados.

"O Alentejo e os alentejanos estão debaixo do fogo cerrado da gestão dos CTT, que lhes encerra estações de correio a eito, porque os que ali vivem são poucos e, aparentemente, tão pobres, que nem um balcão do Banco CTT merecem", lamenta o sindicato.

E "isto sem, aparentemente", os CTT "darem cartucho às câmaras municipais e sem um ai que seja" da ANACOM - Autoridade Nacional de Comunicações e do Governo, frisa.

Segundo o sindicato, a administração da empresa CTT, "com o confrangedor silêncio e consentimento" do Governo e da ANACOM, "porque calando-se dão o seu consentimento tácito", "sente-se à vontade para contribuir ativamente para o agudizar da desertificação das terras alentejanas, fechando mais umas quantas estações de correios" no Alentejo e após ter fechado as de Almodôvar, Vidigueira e Barrancos.

O sindicato frisa que não há "nem uma" justificação "lógica, justa e que respeite os alentejanos enquanto cidadãos portugueses de corpo inteiro" para o fecho de estações dos CTT no Alentejo.

Já quanto à "justificação oficial", "parece" que o fecho das estações se deve ao facto de "não serem rentáveis" e "porque não iriam ter balcões do Banco CTT", indica o sindicato.

Contactada pela Lusa, fonte oficial dos CTT, em reação à denúncia do sindicato, disse que "os CTT estão permanentemente a analisar os fluxos de procura pelas populações relativamente aos serviços postais e evoluem para a solução mais adequada tendo em conta a conveniência, as necessidades de serviços, a disponibilidade horária e outros critérios relevantes, em articulação com as autoridades locais".

"Os CTT têm vindo a reforçar os pontos de acesso por todo o país, garantindo que as necessidades dos clientes estão asseguradas", disse a fonte, frisando que, atualmente, "existem mais pontos de acesso do que no final de 2017".

Segundo a fonte, as estações de Almodôvar, Vidigueira e Barrancos, oficialmente designadas lojas CTT, fecharam e foram substituídas por postos de correios geridos por parceiros privados, que continuam a assegurar todos os produtos do Serviço Postal Universal e aos quais acrescentam o pagamento de faturas, vales e prestações sociais.

Os postos de correios de Almodôvar e Vidigueira continuam a funcionar nas mesmas instalações e o de Barrancos noutras situadas perto da anterior estação, cujo trabalhador "tem o seu posto de trabalho assegurado noutra localidade", disse a fonte.
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