page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Sindicatos apresentam queixa em tribunal contra ministério da Educação

Estruturas sindicais criticam imposição de serviços mínimos.

07 de março de 2023 às 19:44

A plataforma de nove estruturas sindicais de professores vai avançar para tribunal contra o ministério da Educação por ter solicitado serviços mínimos para os dois dias greve convocados para o início do mês.

"Vamos recorrer ao Tribunal da Relação", anunciou esta terça-feira Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), em nome das nove estruturas sindicais que se uniram numa plataforma.

Segundo Mário Nogueira, a ação será "subscrita pelas nove organizações", estando o processo em vias de conclusão para ser entregue em tribunal.

Os sindicatos começaram por avançar com providências cautelares contra a decisão do colégio arbitral de convocar serviços mínimos para as greves que se realizaram a 2 de março nas escolas do norte do país e a 3 de março nas escolas a sul.

"Sabíamos que as ações cautelares teriam pouco impacto", disse Mário Nogueira, explicando que a atuação dos sindicatos foi semelhante ao ocorrido em 2018, quando a tutela pediu serviços mínimos para as greves aos exames nacionais.

Também na altura, as providências cautelares não tiveram qualquer efeito prático mas, mais tarde, o tribunal veio dar razão aos professores, ao ter considerado os serviços mínimos ilegais, recordou.

O Ministério da Educação começou por solicitar serviços mínimos para a greve decretada pelo Sindicato de Todos os Profissionais de Educação (Stop), que começou no início de dezembro, tendo o tribunal arbitral decidido favoravelmente em relação ao pedido da tutela.

A ação judicial que agora vai dar entrada "vem fora de tempo mas mostra como este ministério e os colégios arbitrais andam a tomar medidas erradas", explicou Mário Nogueira.

A plataforma de sindicatos decidiu também apresentar queixa à Organização Internacional do Trabalho e a outras duas organizações da Educação: o Comité Sindical da Educação e a Internacional da Educação, acrescentou o sindicalista.

Além disso, os nove sindicatos vão também "apresentar as questões vividas pelos professores à Comissão Europeia e ao Parlamento Europeu".

Entretanto, a plataforma decidiu ainda "pedir reuniões às direções dos partidos políticos todos, até porque muitos têm vindo a mostrar posições solidárias", nomeadamente o PCP e o Bloco de Esquerda, que têm estado presentes nas manifestações convocadas pelos docentes.

As declarações da plataforma surgem dois dias antes de uma nova reunião com o ministério da Educação, que tem como ponto de agenda a negociação de um novo regime de recrutamento e colocação de professores.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8