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Correio da Manhã

Sociedade
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Sindicatos e oposição tentam parar cortes

A ministra da Educação, Isabel Alçada, foi ontem ouvida na Assembleia da República, entre protestos de pais e professores, no mesmo dia em que oposição parlamentar e sindicatos de docentes se uniram para tentar travar as medidas de contenção do Governo.
8 de Fevereiro de 2011 às 00:30
Professores de Educação Visual e Tecnológica e pais do movimento SOS Educação protestaram em frente às escadarias da Assembleia da República contra as medidas impostas pelo Governo
Professores de Educação Visual e Tecnológica e pais do movimento SOS Educação protestaram em frente às escadarias da Assembleia da República contra as medidas impostas pelo Governo FOTO: Bruno Colaço

PCP, Bloco de Esquerda e CDS--PP anunciaram que vão pedir a apreciação parlamentar do diploma da reforma curricular recentemente aprovado, que, segundo os sindicatos, ameaça deixar no desemprego milhares de professores. Mas o diploma só será travado se o PSD votar a favor, e ontem o deputado Emídio Guerreiro disse que é ainda cedo para tomar posição: "Queremos que o Governo diga qual o fundamento científico destas medidas."

Os sindicatos de professores anunciaram a reactivação da plataforma, que se reúne hoje na Provedoria de Justiça para pedir a ilegalidade de diversas medidas. Mas a FNE, segunda maior federação sindical, está de fora. "Fomos convidados, mas, apesar de nos identificarmos com muitos aspectos, seguimos a nossa estratégia", disse ao CM o secretário-geral João Dias da Silva. Isabel Alçada revelou que o Governo estima gastar 3296 euros/ano por aluno do ensino público no próximo ano lectivo, menos 439 euros do que hoje.

A ministra sublinhou que serão gastos75 457 euros por turma, enquanto a verba a atribuir às escolas privadas com contrato de associação é de 80 mil euros.

Alçada garantiu ainda que "não haverá despedimentos" de professores de EVT com o fim das aulas a dois. Mas não disse o que sucederá aos contratados. E admitiu que a revisão curricular permite "contenção orçamental".

MANIFESTAÇÃO COM MEIO MILHAR

Cerca de meio milhar de professores de Educação Visual e Tecnológica (EVT) e pais de alunos do ensino privado protestaram ontem junto ao Parlamento. "Ó Isabel, vem à janela", gritaram, enquanto a ministra era ouvida no Parlamento. Para Carlos Gomes, da Associação de Professores de EVT, "7000 professores" têm o emprego em risco com o fim das aulas a dois. António Guerreiro, do SOS Educação, anunciou uma manifestação para dia 19, em Aveiro.

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