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António Costa tranquiliza portugueses sobre vacina da Covid: "Vão receber mensagem, carta ou telefonema"

Ministra da Saúde, Marta Temido, disse que o índice de vacinação em Portugal está em 3,6 por cada 100 pessoas.

05 de fevereiro de 2021 às 10:31

A ministra da Saúde, Marta Temido, e o primeiro-ministro, António Costa, falaram esta sexta-feira sobre a atual resposta do Sistema Nacional de Saúde, em tempo crítico devido à pandemia de Covid-19, após uma visita ao hospital privado CUF Tejo.

O primeiro-ministro tranquilizou os portugueses e disse que todos vão ser chamados para tomar a vacina contra a Covid-19 seja por "mensagem, carta ou telefonema".

Numa altura em que mais de 100 mil profissionais de saúde já foram vacinados contra a Covid-19 e os grupos de risco também já começaram a ser vacinados, "Portugal tem um índice de vacinação em 3,6" por cada 100 pessoas, disse a Ministra da Saúde. António Costa referiu que a normaidade só será recuperada quando 70% da população tiver sido vacinada.

"O SNS e os privados têm trabalhado juntos desde março de 2020", disse António Costa. O primeiro-ministro referiu ainda que há mais 700 camas no setor privado.

Costa elogia mobilização dos setores privado e social da saúde no combate à epidemia

Esta posição foi transmitida por António Costa no final de uma visita ao novo Hospital da CUF Tejo, em Alcântara, durante a qual assistiu ao processo de vacinação de profissionais de saúde do setor privado e em que esteve acompanhado pela ministra da Saúde, Marta Temido.

"Quero aqui deixar uma palavra de agradecimento, porque uma coisa é a agitação do debate político e outra coisa é a realidade. Desde março temos estado em contacto, temos trabalhado juntos, e o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e os hospitais privados e do setor social, ou das Forças Armadas, têm estado mobilizados sempre que necessário para responder a esta situação de pandemia", sustentou o líder do executivo.

Falando depois de breves discursos proferidos pelo presidente do conselho de administração do grupo CUF, Salvador de Mello, e da ministra da Saúde, António Costa salientou que o país vive o momento mais crítico no combate à epidemia, sendo também "o momento em que essa colaboração entre setores mais se revelou necessária e, igualmente, mais efetiva se demonstrou".

"Temos 53 acordos em todo o país com instituições dos setores privado e social, 13 dos quais, especificamente, para tratamento de doentes covid-19. No momento em que cada cama é absolutamente essencial, a existência de mais 300 camas disponibilizadas pelo setor privado no seu conjunto é muito importante", frisou o líder do executivo.

O primeiro-ministro apontou ainda que haverá mais 700 camas disponibilizadas pelo setor privado, reforçando "um conjunto de convenções" para o atendimento de doentes não covid-19 que necessitam de tratamento.

Antes da intervenção do primeiro-ministro, Salvador de Mello defendeu que, nesta conjuntura de epidemia, "nunca como agora foi tão importante o propósito de serviço ao país".

"Desde março, temos tido uma colaboração excecional com o SNS. Estamos a colaborar intensamente", disse o presidente do Conselho de Administração.

A administradora do Hospital CUF Tejo, Catarina Gouveia, referiu que há neste momento "137 camas disponíveis para internamento de doentes covid-19, das quais 26 para cuidados intensivos.

Em relação ao processo de vacinação no grupo CUF, até segunda-feira, tinham sido vacinados 1900 profissionais de saúde considerados prioritários, faltando ainda cerca de três mil por vacinar.

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