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‘Stephanie’ deixou País virado do avesso

Aeroporto de Lisboa ativou plano de emergência. Vários voos foram desviados para Faro. (Atualizada às 13h45)

10 de fevereiro de 2014 às 08:13

A tempestade ‘Stephanie' obrigou ontem à ativação do plano de emergência no aeroporto de Lisboa e ao desvio e cancelamento de vários voos. Pelo menos cinco voos (três da EasyJet, um da TAP e um da Iberia) não aterraram em Lisboa: quatro foram desviados para Faro, tendo um dos aviões, oriundo de Bruxelas, efetuado três tentativas de aterragem na Portela. Um outro voo foi divergido para Madrid. Um voo do Funchal para Lisboa foi cancelado, o mesmo acontecendo com duas ligações da SATA (Açores-Lisboa). Foram cancelados cinco voos que deveriam ter saído de Lisboa.

De acordo com a ANA, a ativação do plano de emergência significa "medidas preventivas e estado de prontidão superior devido às condições atmosféricas". No aeroporto de Lisboa, registou-se uma das rajadas de vento mais fortes - 93 km/h. De acordo com Instituto Português do Mar e da Atmosfera, a rajada mais forte registou-se no Cabo da Roca: 118 km/hora. Para hoje, está prevista uma melhoria do tempo a partir do início

da tarde.

No total, a Proteção Civil registou, entre as 09h00 e as 22h00, 1230 ocorrências em todo o País, sendo os distritos de Lisboa e Setúbal os mais atingidos. O forte vento obrigou ao condicionamento do trânsito nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama. A circulação ferroviária na 25 de Abril esteve cortada algumas horas. As ligações fluviais no Tejo também foram interrompidas. Na serra de Sintra, o trânsito foi condicionado devido à queda de uma dezena de árvores.

No Norte, a situação mais complicada verificou-se na Foz do Douro, onde a forte agitação marítima obrigou ao encerramento da marginal. Apesar disso, foram muitos aqueles que, durante a tarde, ignoraram os avisos por parte dos bombeiros e da Proteção Civil. No Furadouro, em Ovar, a população exige "obras sérias", pois a zona é uma "rampa de lançamento para a água".

Árvores arrancadas pelo vento atingem carros

O distrito de Coimbra foi um dos mais afetados pelo mau tempo. No espaço de cinco horas, os bombeiros receberam 97 pedidos de ajuda. A maioria das ocorrências esteve relacionada com quedas de árvores, mas também se registaram deslizamentos de terras e inundações. A situação mais grave ocorreu na cidade de Coimbra, onde uma árvore caiu em cima de um carro, tendo provocado danos consideráveis. "Devido à forte ventania, a árvore caiu pela raiz", referiu José Salgado, subchefe dos Bombeiros Sapadores de Coimbra. No concelho de Góis, uma viatura ficou também danificada depois de ter sido atingida por uma árvore. Segundo Carlos Tavares, comandante distrital de operações de socorro, os bombeiros tiveram muito trabalho, mas apenas se registaram danos "não muito relevantes".

Nos restantes distritos do Centro, várias estradas foram cortadas. Em Santarém, ficaram submersos vários caminhos e estradas municipais. Na zona da serra da Estrela, foram cortados os acessos ao maciço central.

RIO TÂMEGA EM CHAVES VOLTA A TRANSBORDAR (13h44)

O rio Tâmega, em Chaves, voltou esta segunda-feira a galgar as margens e inundou a ciclovia, zona pedonal e jardins, condicionando ainda o acesso a uma habitação, disse à agência Lusa o responsável pela Proteção Civil municipal.

Sílvio Sevivas referiu que o rio subiu 2,17 metros face ao leito normal de inverno, mas como parou de chover estabilizou.

Por esse motivo, explicou, não houve ainda necessidade de encerrar os parques de estacionamento e estradas junto ao rio.

Devido às previsões de mau tempo para os próximos dias, Sílvio Sevivas pede "atenção redobrada e precaução" aos comerciantes e moradores das zonas ribeirinhas.

O responsável aconselhou as pessoas, como medida preventiva, a colocarem os eletrodomésticos e outros bens em andares superiores das habitações para não se danificarem em caso de cheias. Em 2009 e 2010, o rio Tâmega transbordou e inundou restaurantes e habitações, fazendo desalojados.

CENTENAS DE OCORRÊNCIAS NA REGIÃO CENTRO (11h16)

O mau tempo que se fez sentir, no domingo e na madrugada desta segunda-feira, originaram centenas de ocorrências na região Centro, sobretudo relacionadas com quedas de árvores que originaram seis feridos.

No distrito de Coimbra, o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) registou em seis horas – entre as 21h00 de domingo e as 03h00 de hoje – 238 ocorrências, 180 das quais relacionadas com quedas de árvores, havendo, também, casos de quedas de muros e deslizamentos de terras.

Já hoje de manhã, a neve na serra do Açor obstruiu várias vias municipais, procedendo os bombeiros a trabalhos de limpeza para a reposição da circulação automóvel.

Em Leiria, o comandante distrital de operações de socorro deu conta de 240 ocorrências entre as 09h00 de domingo e as 08h00 de hoje relativas às condições meteorológicas adversas.

As situações mais graves neste distrito prenderam-se com acidentes de viação, em que viaturas colidiram com árvores caídas na estrada, na Marinha Grande e em Pombal, provocando cinco feridos.

Na Guarda, as condições meteorológicas adversas derrubaram algumas árvores e causaram um ferido ligeiro, segundo fonte do CDOS.

TRANSTEJO MANTÉM LIGAÇÕES FLUVIAIS ENTRE MARGEM SUL E LISBOA (11h08)

A Transtejo vai manter as ligações fluviais no estuário do rio Tejo, apesar da preia-mar prevista para as 12h38 desta segunda-feira em Lisboa, disse à Lusa fonte da empresa.

"A parte operacional da Transtejo não tem qualquer informação sobre a suspensão da travessia devido à preia-mar. Os barcos vão continuar a circular", disse à Lusa fonte da Transtejo.

No domingo, as ligações fluviais da Soflusa e da Transtejo estiveram suspensas devido ao mau tempo, tendo sido retomadas na manhã de hoje.

Apesar da agitação marítima, do vento e da chuva forte terem diminuído de intensidade hoje de manhã, prevê-se um novo agravamento do estado do tempo a partir das 00h00 de terça-feira, disse à Lusa a meteorologista Paula Leitão.

"Tal como previsto, a situação melhorou gradualmente durante a madrugada e já temos boas abertas em todo o território, embora com aguaceiros, que vão ser localmente fortes e de granizo durante a manhã. A precipitação vai diminuir de frequência e o vento vai soprar mais fraco do quadrante de noroeste em todo o território do continente", disse agência à Lusa a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfrea (IPMA).

MAIS DE 230 OCORRÊNCIAS EM SEIS HORAS NO DISTRITO DE COIMBRA (10h59)

O Comando de Operações de Socorro (CDOS) de Coimbra registou, em seis horas, 238 ocorrências no distrito relacionadas com o mau tempo, disse esta segunda-feira à agência Lusa o segundo comandante, explicando que 180 situações reportam-se a queda de árvores.

"Entre as 21h00 de domingo e as 03h00 de hoje registámos 238 ocorrências em todo o distrito relacionadas com a meteorologia adversa, sendo que 180 referem-se a queda de árvores", afirmou António Oliveira, salientando que não há feridos.

Segundo o segundo comandante distrital, além das dezenas de árvores tombadas, nomeadamente para estradas municipais, foram, ainda, reportadas situações de deslizamentos de terras, quedas de muros e de casas em ruínas que condicionaram a via pública.

"Houve, também, casos de inundações que obrigaram ao corte de estradas, mas, neste momento, estão todas reabertas", informou António Oliveira, notando que "nenhum concelho do distrito de Coimbra ficou imune ao mau tempo".

Ainda assim, o segundo comandante distrital admitiu que os concelhos situados mais a litoral – Figueira da Foz, Mira, Cantanhede e Coimbra – tiveram maior número de ocorrências.

"Está reposta a normalidade no distrito", garantiu António Oliveira, destacando que "houve uma resposta eficaz a todos os pedidos de auxílio, tendo em conta que as autoridades de proteção civil e corpos de bombeiros estavam de sobreaviso para o mau tempo".

FUNCIONÁRIOS CAMARÁRIOS LIMPAM NEVE E GELO NO DISTRITO DE VILA REAL (10h52)

Dezenas de funcionários camarários estão esta manhã a limpar estradas nos concelhos de Vila Real, Vila Pouca de Aguiar e Ribeira de Pena, onde alguns autocarros escolares não circularam devido à neve. A neve começou a cair com mais intensidade cerca das 06h00.

O comandante da Proteção Civil municipal de Vila Real, Miguel Fonseca, disse à agência Lusa que tem os meios todos no terreno esta manhã devido à queda de neve e ao gelo que se acumula nas estradas.

As equipas da Proteção Civil estão com dois limpa-neves na serra do Alvão, zona de Lamas de Olo, e de São Tomé do Castelo. A estrada municipal 313, que liga Vila Real a Mondim de Basto pelo Alvão, está cortada ao trânsito. Os funcionários estão ainda a espalhar sal pelas vias mais afetadas, nomeadamente na Campeã.

Em Vila Pouca de Aguiar, estão 15 trabalhadores no terreno, com a ajuda de dois tratores, uma retroescavadora e duas carrinhas equipadas com limpa-neves.

ESTRADAS DA SERRA DE SINTRA CONTINUAM FECHADAS ATÉ À TARDE DE HOJE (10h43)

As estradas de acesso à serra de Sintra vão manter-se fechadas ao tráfego, pelo menos, até à tarde desta segunda-feira, para avaliação dos estragos provocados pelo temporal, disse fonte dos bombeiros.

"As estradas vão manter-se cortadas enquanto se contabilizam os estragos e se avalia o risco de árvores que ainda podem cair", explicou o comandante operacional de Sintra dos bombeiros, Pedro Ernesto Nunes. Este responsável adiantou que só às 14h00 serão avaliados os estragos no município.

Durante na manhã vão prosseguir trabalhos de desobstrução de algumas estradas, devido à queda de arvoredo, muros e postes de comunicações.

"Nas últimas 72 horas, desde o alerta da Proteção Civil, registaram-se 476 ocorrências no concelho, das quais 48 envolveram a utilização de meios da câmara", disse fonte da autarquia de Sintra.

Na serra de Sintra terão caído "mais de uma centena de árvores" e "houve também danos em veículos", principalmente em zonas urbanas, em consequência da "queda de árvores e sinalética", disse a mesma fonte.

PARTE DE MURO DE ESCOLA CAIU EM ALENQUER (10h36)

Um muro da escola das Paredes, no concelho de Alenquer, desmoronou parcialmente devido ao mau tempo da última noite, disse esta segunda-feira o comandante municipal da Proteção Civil.

Rodolfo Baptista afirmou à agência Lusa que o muro da escola caiu numa extensão de quatro metros, devido aos fortes ventos da última noite, mas não causou hoje quaisquer problemas ao normal funcionamento do estabelecimento de ensino, estando as aulas a decorrer.

No Cadaval, uma habitação da vila ficou inundada, obrigando à intervenção dos bombeiros, disse o comandante da corporação, Luís Gaspar.

Em Peniche, a forte agitação marítima obrigou ao corte da Marginal Norte toda a noite, mas a via foi reaberta hoje cerca das 09h00, disse o comandante dos bombeiros, José António Rodrigues.

No concelho de Mafra, os fortes ventos danificaram a cobertura do parque de estacionamento de um hipermercado na Malveira, obrigando à intervenção dos bombeiros na remoção das estruturas por precaução e à retirada das viaturas que aí se encontravam, adiantou o comandante municipal da Proteção Civil, Miguel Oliveira.

SALÃO DE FESTAS DE ATALAIA DO CAMPO FICOU SEM TELHADO (10h29)

O telhado do salão de festas de Atalaia do Campo, Fundão, ficou "praticamente todo destruído" na sequência do mau tempo durante a madrugada desta segunda-feira, disse à agência Lusa fonte autárquica.

"Só demos conta de manhã, mas o telhado está praticamente todo destruído. Voou todo e só escapou ali uma ponta", lamentou Bruno Torres, secretário da União de Freguesias da Póvoa da Atalaia e Atalaia do Campo.

O autarca referiu ainda que "o prejuízo é certamente elevado" e recordou que aquela estrutura tinha sido alvo de obras "há pouco tempo".

Fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Castelo Branco disse à Lusa que, no distrito, entre as 15h00 de domingo e as 08h00 de hoje, se registaram "27 quedas de árvore, algumas quedas de mobiliário urbano, três desabamentos de estruturas edificada, oito quedas de elementos de construção, cinco aluimentos de terras e duas inundações de estruturas". De acordo com a fonte, as ocorrências não provocaram feridos e foram resolvidas num curto espaço de tempo.

"Apesar da ocorrência da queda de árvores e alguns deslizamentos de terras, não houve situações de grande significado", referiu à Lusa, Rui Esteves, comandante do CDOS.

PARTE DO TELHADO DE BAIRRO SOCIAL EM VIANA DO CASTELO CAIU (10h18)

Uma parte do telhado do bairro social da Meadela, na cidade de Viana do Castelo, caiu durante a madrugada devido ao forte de vento, com os moradores a recearem a queda de outras partes daquela cobertura.

De acordo com informações recolhidas pela Lusa junto dos moradores daquele bairro, a queda de "dezenas de telhas" sobre a rua começou cerca das 01h00 e prolongou-se durante pelo menos uma hora.

"Foram os vizinhos a avisarem-se uns aos outros para conseguirem tirar os carros que se encontravam junto ao prédio. Mas a situação não está nada segura, porque veem-se as telhas soltas, quase a cair", afirmou à Lusa um morador daquele bairro.

A agência Lusa tentou já obter informações junto do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), que gere aquele bairro, mas tal ainda não foi possível.

Neste bairro social, constituído por um único edifício de três andares e sete entradas, habitam cerca de 40 famílias.

Segundo fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Viana do Castelo, durante o período de alerta de vento forte e chuva, entre as 15h00 de domingo e as 08h00 de segunda-feira, registaram-se 56 ocorrências "diretamente relacionadas com o mau tempo".

REGISTADAS 240 OCORRÊNCIAS EM LEIRIA (10h17)

O Comando Distrital de Operações de Socorro de Leiria registou, entre as 09h00 de domingo e as 08h00 desta segunda-feira, 240 ocorrências relacionadas com o mau tempo, sobretudo quedas de árvores, que provocaram cinco feridos.

"As ocorrências referem-se, essencialmente, a quedas de árvores, que se registaram um pouco por todo o distrito", disse à agência Lusa o comandante distrital, Sérgio Gomes, explicando que "houve também situações relacionadas com quedas de estruturas e deslizamentos de terras".

As situações mais graves no distrito prenderam-se com acidentes de viação, em que viaturas colidiram com árvores caídas na estrada.

Na Marinha Grande, na noite de domingo, duas viaturas embateram num pinheiro de grande porte caído na estrada para a Vieira de Leiria, originando um ferido grave e dois ligeiros.

"Há uma situação idêntica em Pombal, ainda no domingo, outra colisão com uma árvore caída na via, no Itinerário Complementar 2, que fez um ferido leve e um ferido grave", declarou o responsável.

Sérgio Gomes salientou que "não houve nenhuma zona mais fustigada que outra", referindo que as ocorrências surgiram de todo o distrito.

PLANO DE EMERGÊNCIA PARA CHEIAS NA BACIA DO TEJO SUBIU DE GRAVIDADE (10h16)

O Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Santarém subiu o nível de alerta do Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo, dada a probabilidade de "aumento significativo nas descargas das barragens".

Em comunicado, o CDOS revelou que a informação disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e pela EDP Produção aponta para o aumento das descargas nas barragens do Fratel, Pracana e Castelo do Bode, bem como das barragens espanholas, devido à forte precipitação que se tem feito sentir nas bacias dos rios Zêzere e Tejo.

A situação afetou, para já, a circulação em várias estradas do distrito de Santarém, tendo fonte do CDOS dito à agência Lusa que apenas uma estrada nacional está no momento interditada ao trânsito, a EN 365 na ligação entre Vale de Figueira e Pombalinho, a primeira a ficar inundada nestas situações.

Além da submersão do parque de estacionamento de Constância, que se encontra em leito do rio Zêzere, e do estacionamento junto à margem do Castelo de Almourol, estão submersas as estradas municipais de Meias, da Amieira e do Rebolo (Coruche), a EM 1456 (Estrada Campo, Benavente), Estrada dos Lázaros/Ponte da Broa e EM30 (Golegã), Setil/Vale da Pedra (Cartaxo), Estrada de Campo, em Paúl do Boquilobo (Torres Novas), Ponte dos Alcaides, em Almajões (Santarém) e EM A2, em Benfica do Ribatejo (Almeirim).

O CDOS de Santarém recomendou às populações que retirem das zonas confinantes das linhas de água, normalmente inundáveis, equipamentos agrícolas, industriais, viaturas e outros bens, que levem os animais para locais seguros, que não atravessem, com viaturas ou a pé, estradas ou zonas alagadas e que se mantenham informados.

O CDOS de Santarém, em articulação com a APA, EDP produção, Serviços Municipais de Proteção Civil, Corpos de Bombeiros, restantes Agentes de Proteção Civil, Associação de Regantes do Sorraia e outras entidades, continuará a acompanhar a situação e emitirá outros comunicados que se entendam necessários", conclui a nota.

QUEDA DE PINHEIRO FECHA ESCOLA BÁSICA DE MOINHOS DO RESTELO (10h12)

A  EB1 [escola básica] de Moinhos do Restelo foi, esta segunda-feira, encerrada por motivos de segurança depois da queda de um pinheiro sobre o telhado da cozinha, disse à agência Lusa a coordenadora do estabelecimento de ensino.

Segundo disse à Lusa Cláudia Calado, um pinheiro de grande porte, à entrada da escola, caiu sobre o telhado da cozinha, devido ao forte vento que se fez sentir durante a noite de domingo.

"Já cá estiveram duas vezes os bombeiros, a Proteção Civil também já se encontra cá. A única coisa que foi afetada foi a cozinha, pelo que não conseguimos servir as refeições. Pensamos resolver a situação ainda hoje e reabrir amanhã", disse Cláudia Calado.

Segundo fonte do Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lisboa, estes operacionais foram chamados ao local pelas 08h30, confirmando que o telhado da cozinha da escola não estava em condições.

"Perante as condições, com infiltração de água na cozinha, aconselhámos a que o local ficasse fechado", explicou a mesma fonte. A escola foi construída em 1984 e pertence ao Agrupamento de Escolas do Restelo.

PERTO DE 30 QUEDAS DE ÁRVORES NO ALENTEJO ESTA MADRUGADA (10h10)

O mau tempo provocou no Alentejo perto de 30 quedas de árvores e danos em cabos de eletricidade entre as 22h00 de domingo e a madrugada desta segunda-feira, informaram os bombeiros.

O distrito mais afetado durante este período foi o de Portalegre, onde o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) registou 15 quedas de árvores, em vários concelhos, e uma inundação no concelho de Arronches.

O CDOS de Portalegre revelou hoje à agência Lusa já ter sido reaberta ao trânsito a pequena ponte no concelho de Alter do Chão que se encontrava submersa devido à subida do caudal de uma ribeira, situação que tinha obrigado ao corte da estrada entre Seda e Vale Barqueiros.

A fonte explicou que a Estrada Municipal 1075, na freguesia de Seda, foi reaberta no domingo, depois de a circulação rodoviária ter estado interrompida desde o final da tarde de sábado.

Já no distrito de Évora, desde as 22:00 de domingo, ocorreram 11 quedas de árvores e quatro quedas de cabos elétricos, tendo ainda caído um painel luminoso, informou o CDOS.

"De uma forma geral, foi afetado todo o distrito", explicou a fonte contactada pela Lusa, revelando que, durante a intempérie deste fim de semana, apenas os concelhos de Mourão e Borba não sofreram quaisquer danos.

Quanto ao distrito de Beja, o CDOS disse à Lusa que, durante a noite de domingo e madrugada de hoje, apenas aconteceram duas quedas de árvores em Odemira, além de ter sido registado um curto-circuito num cabo elétrico no concelho de Ourique.

PROTEÇÃO CIVIL ACONSELHA CAUTELA NAS RUAS DA GUARDA (10h02)

A proteção civil municipal da Guarda está a pedir esta segunda-feira aos automobilistas que circulem com "precaução" nas ruas da cidade da Guarda devido à queda de neve.

"Os condutores devem circular com alguma precaução e devem estar atentos ao estado da via", disse à agência Lusa o vereador Sérgio Costa, responsável pelo serviço municipal de proteção civil.

Segundo o responsável, a neve regressou na manhã desta segunda-feira à cidade mais alta do país e está a causar "algum condicionamento" em algumas artérias da cidade. Os condutores são alertados para, por precaução, adotarem "velocidades reduzidas", disse.

Pelas 09h10, as ruas da Guarda estavam todas transitáveis, mesmo as mais inclinadas, e as equipas do serviço de proteção civil municipal e os bombeiros procediam ao espalhamento de sal para derreter a neve e o gelo.

"Ora neva, ora para e surge o sol", referiu o autarca, indicando que os serviços estavam atentos ao evoluir da situação.

ESCOLAS DE MONTALEGRE FECHADAS DEVIDO À NEVE E AO GELO (09h56)

As escolas de Montalegre, no distrito de Vila Real, encerraram esta segunda-feira devido à queda de neve e formação de gelo durante a noite, disse à agência Lusa o presidente da Câmara, Orlando Alves.

"Não estavam reunidas as condições de segurança para os transportes escolares circularem. Era muito arriscado", explicou.

No terreno estão, desde as 06h30, limpa-neves e espalhadores de sal dos bombeiros e da autarquia a limpar as vias.

"As estradas estão todas transitáveis, mas muito condicionadas", afirmou à Lusa o comandante dos Bombeiros de Montalegre, David Teixeira.

Este responsável lembrou que os condutores devem ter "muitas" precauções e atenção redobrada.

NEVE CORTA DUAS ESTRADAS NO NORTE DO DISTRITO DE VISEU (09h50)

As Estradas Nacionais (EN) 2 e 321 estavam cortadas ao trânsito no início da manhã desta segunda-feira no norte do distrito de Viseu devido à queda de neve, disse à agência Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro.

Segundo a mesma fonte, cerca das 00h00, a EN2 ficou cortada entre Bigorne e Lamego e a EN321 entre Castro Daire e Cinfães.

Ao início da manhã continuava a nevar nestes locais, acrescentou, pelo que se mantinha o bloqueio daquelas vias.

A mesma fonte referiu que durante a noite se registaram muitas quedas de árvores no distrito, mas que não causaram danos.

SAPADORES DE LISBOA COM 43 OCORRÊNCIAS DURANTE A MADRUGADA (09h06)

Os Sapadores Bombeiros de Lisboa registaram um total de 43 ocorrências, 31 das quais relacionadas com o mau tempo, entre as 00h00 e as 08h00 desta segunda-feira, disse à agência Lusa fonte da corporação.

Segundo o sub-chefe Luis Pelengana, a madrugada de hoje "até foi calma", tendo em conta os pedidos de auxílio registados pelos Sapadores entre as 20h00 e as 23h00 de domingo, que totalizaram 53 chamadas, apenas menos 10 do que as registadas entre as 00h00 e as 08h00.

De acordo com o mesmo responsável, das 43 ocorrências efetivadas durante a madrugada, 31 foram devido ao mau tempo, sobretudo pela ocorrência de vento muito forte, que levou à queda de várias árvores.

Fonte do Centro Coordenador de Busca e Salvamento Marítimos avançou à Lusa que a madrugada foi calma, sem registo de ocorrências, o mesmo acontecendo com a Polícia Marítima, que também não registou nenhum incidente relacionado com o mau tempo que assolou Portugal continental durante domingo.

PROTEÇÃO CIVIL RESPONDEU A 2.780 PEDIDOS DE AUXÍLIO NO LITORAL NORTE (09h03)

A Proteção Civil respondeu esta segunda-feira a 2.780 ocorrências no litoral norte, com os distritos de Aveiro, Coimbra e Porto mais afetados pelo mau tempo que atingiu Portugal continental durante a noite, disse à Lusa o adjunto-nacional.

"Tal como esperávamos, a noite traduziu-se num número significativo de ocorrências registadas no litoral norte com Aveiro, Coimbra e Porto a registar 2.780 ocorrências", declarou à agência Lusa Marco Martins, adjunto-nacional da Proteção Civil.

De acordo com o mesmo responsável, Lisboa e Setúbal foram os distritos mais afetados pelo temporal até ao final de domingo e princípio da noite de hoje, registando 428 ocorrências.

"Lisboa foi o distrito a nível nacional com maior número de ocorrências. Depois das 03h00 deixou de ter a superfície frontal sob o distrito. Neste momento [07h30], as condições estão bastante melhores, o vento diminuiu de intensidade em Lisboa e no restante território nacional", adiantou.

Segundo Marco Martins, é "expetável que a partir das 10h00 da manhã de hoje se sinta uma grande diferença no desagravamento das condições meteorológicas e que, pelas 14h00, tudo volte à normalidade".

O mesmo operacional adiantou que o "pior já passou", tendo a Proteção Civil registado uma redução de pedidos de auxílio a partir das 06h00 da manha de hoje.

VENTO PROVOCA DEZENAS DE QUEDAS DE ÁRVORES E ESTRUTURAS NO PORTO (09h00)

A madrugada desta segunda-feira no distrito do Porto ficou marcadda por quedas de árvores, painéis, telhas, toldos, claraboias e outras estruturas, assim como por inundações, consequências do vento forte e da chuva intensa que se fizeram sentir.

Fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) do Porto disse à agência Lusa que se registaram cerca de 90 ocorrências no Porto, sobretudo relacionadas com inundações e "com dezenas" de árvores caídas.

Fonte dos Sapadores Bombeiros do Porto relatou também que o grande número de ocorrências foi provocado pela ocorrência de vento muito forte, que fez com que se soltassem muitas estruturas e caíssem cerca de duas dezenas de árvores na cidade.

Entre as estruturas que se soltaram devido ao vento, há a registar uma chaminé, partes de telhados e uma marquise de um apartamento no 13.º andar de um edifício.

Segundo a mesma fonte, mantém-se encerrada, por precaução, a marginal entre o Castelo do Queijo e a foz do Douro.

Também em Vila Nova e Gaia, os Sapadores Bombeiros disseram à Lusa ter registado um elevado número de ocorrências, embora sem gravidade.

O mesmo aconteceu noutros concelhos do distrito do Porto, nomeadamente em Matosinhos, Maia, Valongo e Vila do Conde.

CATORZE BARRAS MARÍTIMAS FECHADAS E DUAS CONDICIONADAS (08h59)

Catorze barras marítimas estão, esta segunda-feira, fechadas à navegação e outras duas condicionadas devido à previsão de forte agitação marítima, de acordo com a informação disponível na página da Marinha Portuguesa na Internet.

A Marinha indica que as barras de Caminha, Vila Praia de Âncora, Esposende, Póvoa do Varzim, Vila do Conde, Douro, Aveiro, Figueira da Foz, Nazaré, São Martinho do Porto, Peniche, Alvor, Tavira e Vila Real de Santo António estão fechadas devido à forte agitação marítima.

De acordo com a Marinha portuguesa, a barra de Viana do Castelo está fechada a embarcações de comprimento inferior a 30 metros e a de Leixões a navios de comprimento inferior a 35 metros.

Por causa do mau tempo, que já provocou estragos por todo o País, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou sob alerta máximo 10 distritos do continente devido à previsão de forte agitação marítima com ondas de noroeste com nove a 11 metros.

Os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro vão estar sob alerta até às 16h00 de hoje.

Por causa da agitação marítima, o IPMA colocou também a Madeira até às 12h59 sob alerta, prevendo-se ondas de noroeste com cinco a seis metros.

Também sob alerta estão os distritos de Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Santarém e Évora devido à previsão e vento forte com rajadas da ordem 110 quilómetros por hora e de 130 quilómetros por hora nas terras altas até às 18h59 de hoje. Também o grupo Ocidental (Corvo e Flores) está sob alerta devido ao vento forte até às 12h59 de hoje.

MAU TEMPO PROVOCOU QUATRO FERIDOS LIGEIROS NA REGIÃO DE SETÚBAL (08h53)

Quatro feridos ligeiros e mais de 300 ocorrências registadas durante todo o dia de domingo, a maioria quedas de árvores e de estruturas diversas, é o balanço do mau tempo na região de Setúbal, informou a Proteção Civil.

Segundo o CDOS (Centro Distrital de Operações de Socorro), três pessoas sofreram ferimentos ligeiros quando uma árvore caiu sobre a viatura em que seguiam na Agualva de Cima, perto da Marateca, no concelho de Palmela.

De acordo com os bombeiros, as três vítimas foram transportadas ao Hospital de São Bernardo, mas nenhuma inspirava cuidados.

A quarta vítima sofreu ferimentos ligeiros num membro superior devido à queda de uma chaminé metálica numa churrasqueira do Monte Caparica, em Almada.

O balanço provisório feito pelo CDOS refere que grande parte das ocorrências tiveram lugar ao final da tarde de domingo, mas adianta que o número de pedidos de ajuda tem vindo a diminuir progressivamente desde o princípio da noite.

TRÊS FERIDOS EM COLISÃO DE VIATURAS NA MARINHA GRANDE (08h51)

Três pessoas ficaram feridas, uma das quais com gravidade, no domingo à noite, na colisão de duas viaturas com uma árvore de grande porte caída na estrada, na Marinha Grande, informaram os bombeiros locais.

"Um pinheiro de grande porte caiu na estrada que liga Marinha Grande a Vieira de Leiria e a colisão arrancou o tejadilho de uma viatura e afundou o tejadilho de outra", disse à Lusa o comandante da corporação, Vítor Graça.

Do primeiro veículo resultaram dois feridos - o condutor e o passageiro, este último em estado grave - e do segundo carro o outro ferido ligeiro.

"As vítimas foram transportadas para o Centro Hospitalar de Leiria", explicou Vítor Graça, adiantando que no local estiveram 17 elementos apoiados por cinco viaturas dos Bombeiros da Marinha Grande, uma viatura médica de emergência e reanimação do Instituto Nacional de Emergência Médica e a GNR.

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DOS ESTRAGOS PROVOCADOS PELO MAU TEMPO

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