Companhia aérea portuguesa garantiu 80% da operação. (Atualizada às 20h50)
Greve na TAP deixa hoje 25 mil sem voo
Setenta voos da TAP não foram efetuados hoje devido à greve dos pilotos, tendo a empresa garantido "80 por cento da sua operação", refere um comunicado da TAP.
"Realizaram-se ainda 12 voos de médio curso também com pilotos da TAP, a somar aos já inicialmente previstos, pela Portugália (PGA), serviços mínimos", acrescenta o comunicado da transportadora aérea nacional.
Segundo o documento, a empresa realizou ainda 18 voos de longo curso com pilotos da companhia, "que se somaram aos estabelecidos como serviços mínimos, tendo desta forma a companhia efetuado todos os voos para os voos de longo curso, designadamente Brasil, Colômbia, Panamá e Estados Unidos".
OS MOTIVOS DA GREVE
Em relação aos motivos que levaram o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) a convocar esta greve, o responsável da empresa lamentou a realização do protesto e considerou que assenta em "fundamentos dificilmente compreensíveis".
"Estamos a falar de motivos muito difusos e pouco compreensíveis. Muito pouco do que tem sido dito pelo sindicato está nas mãos da TAP resolver", disse André Serpa Soares, sublinhando que "não há resposta possível a dar" porque "não há nenhuma reivindicação que possa ser satisfeita" e referindo que se trata de "questões subjetivas que não são compreensíveis."
Os pilotos da TAP cumprem este sábado um dia de greve contra o agravamento das condições de trabalho e para obrigar o acionista Estado a receber os sindicatos para se discutir a situação da empresa.
A greve, convocada pelo SPAC, teve início às 00h00 e prolonga-se até às 23h59. O presidente do sindicato, Jaime Prieto, tinha dito anteriormente à Lusa que "não restava outra opção" para evitar outro verão "vergonhoso", numa alusão ao cancelamento de muitos voos da companhia.
"POUCA INFORMAÇÃO"
Bjorn Gauseth esteve de férias no Porto com a mulher e, após 14 dias na cidade invicta, foi este sábado para Lisboa, de onde deveria partir para Oslo, na Noruega. Chegou ao aeroporto sem saber da greve dos pilotos.
"Fiquei muito surpreendido, teria ficado no hotel se soubesse. Acho que há pouca informação, falei com o pessoal da TAP, mas ninguém mencionou que havia uma greve, soube porque outros passageiros me disseram", disse o norueguês, que, apesar do contratempo, regressa a Oslo satisfeito com a viagem.
Também Stefanie Staehla, que viaja com os pais e com o irmão, tinha voo este sábado para Zurique (Suíça) e só soube do cancelamento do seu voo quando chegou ao aeroporto.
"Não soubemos de nada. O voo está cancelado, estão todos. Só soubemos quando cá chegámos e a TAP não nos disse nada até agora", disse à Lusa enquanto esperava pela sua vez no balcão de atendimento da companhia portuguesa.
Apesar de alguns passageiros desconhecerem a realização da greve de pilotos, alguns dos viajantes com quem a Lusa falou tinham sido previamente informados pela TAP de que os seus voos tinham sido cancelados e que teriam de ser reagendados.
Foi o caso de Barbara Holting, que parou em Lisboa para fazer a ligação entre o Rio de Janeiro, no Brasil, e Hamburgo, na Alemanha, mas que acabou por ficar retida em Portugal.
"O voo foi cancelado e não sei se vou hoje (sábado). Fui informada um dia antes", contou a brasileira, acrescentando que trabalha no domingo e que não acredita que consiga chegar à Alemanha a tempo.
"No Rio [de Janeiro], disseram-me que só saíamos no domingo às 18h00", explicou, lamentando a falta de informação prestada pela TAP.
O britânico Tommy Hatwell foi passar uns dias a Lisboa e deveria voltar hoje para Londres. Sabia há três dias que o regresso teria de ser adiado, mas isso não o incomodou.
"Organizaram tudo, sabia [da greve] antes de vir para o aeroporto. Disseram-me que me vão dar uma noite de hotel para esta noite e que regresso amanhã de manhã", disse, destacando que nada disto implica custos adicionais "à exceção do parque de estacionamento no aeroporto de Heathrow", em Londres.
Igualmente de férias, mas no início da pausa, estava a família de Gwen Volerie, que saiu este sábado de manhã de Paris e cujo destino final é São Vicente, em Cabo Verde.
Lisboa era apenas uma escala no trajeto, sem direito a saída do aeroporto, e a greve acabou por permitir uma visita à capital portuguesa.
"Soubemos ontem e vamos amanhã de manhã. Vamos passar um dia em Lisboa", disse, sorridente.
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