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Passageiros com bilhetes comprados estão a voar via Dakar, com ligação feita pela Senegal Airlines. (Atualizada às 17h26)
O presidente da TAP, Fernando Pinto, disse esta terça-feira que os voos para a Guiné-Bissau estão cancelados e que a companhia não tem planos para voltar a voar para este destino.
"O voo está cancelado. Não temos nenhuma indicação de reabertura da rota. Se mais tarde voltarmos a decidir voar para lá será uma nova rota", disse o presidente da transportadora aérea durante um encontro com os jornalistas, em Lisboa.
Fernando Pinto disse ainda que a preocupação da companhia neste momento "é com os passageiros que compraram bilhetes", nomeadamente "para o Natal".
Atualmente, os passageiros que tinham comprado bilhetes nesta rota estão a ser transportados em voos especiais Lisboa-Dakar, pela TAP, e Dakar-Bissau com aviões fretados à Senegal Airlines.
PRIVATIZAÇÃO DA TAP “NÃO É FUNDAMENTAL” EM 2014 (17h25)
O presidente da TAP disse, esta terça-feira, que "não é fundamental" que a privatização da companhia aérea seja feita em 2014, porque a empresa tem um plano de negócios até 2016 "perfeitamente viável".
A privatização "não é fundamental no ano de 2014, a TAP tem todo o seu plano de negócios até 2016 perfeitamente viável. Agora é bom que aconteça o quanto antes, mas obviamente quando for possível fazer", afirmou Fernando Pinto, durante um encontro com jornalistas, em Lisboa. O presidente da TAP reiterou que a privatização deve avançar por causa da capitalização da companhia aérea.
"A empresa tem um custo por não ser capitalizada muito alto, ou seja, em vez de pagar rendimentos aos acionistas, acaba por pagar juros aos bancos, é capitalizada pelos bancos, embora tenha um bom acesso ao mercado em geral", justificou.
Questionado sobre uma data para o avanço do processo respondeu que: "Até gostaria que acontecesse no início do ano, mas essa definição vem do Governo".
Fernando Pinto disse que a TAP tem sido contactada por interessados e tem enviado alguma informação, mas não avançou nomes.
TAP ARRISCA MULTA POR TRANSPORTE COM PASSAPORTES FALSOS
O presidente da TAP afirmou, esta terça-feira, que a companhia aérea pode ser multada por ter transportado da Guiné-Bissau 74 passageiros com passaportes falsos, mas avançou que, se isso vier a acontecer, a empresa vai recorrer.
"Toda a empresa aérea que faz o transporte de passageiros que não podem ser admitidos noutro país é multada e tem a responsabilidade dos custos de transporte de retorno desses passageiros e da permanência deles no país", afirmou Fernando Pinto, durante um encontro com os jornalistas, em Lisboa.
O presidente da TAP disse que o transporte dos 74 passageiros com passaportes falsos "é um pouco diferente, porque são pessoas que estão a pedir asilo político e terá um tratamento diferente", sublinhando, contudo, ser uma "preocupação" para a companhia.
Fernando Pinto afirmou que, se for multada, a TAP vai recorrer, porque "foi um caso muito especial, muito diferente, não foi uma falha de verificação de documentos que a empresa teve".
"Pelo contrário, a empresa detetou a falha, detetou o problema, não ia embarcar os passageiros, mas foi obrigada a fazê-lo", justificou, acrescentando não ter o eventual valor da multa.
No dia 11 de dezembro, a TAP anunciou a suspensão da operação para Bissau "perante a grave quebra de segurança ocorrida" no embarque de um voo para Lisboa, que implicou o transporte de 74 passageiros com passaportes falsos.
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