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Correio da Manhã

Sociedade
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Taxistas concentrados em Faro confiantes em acordo entre partidos

Setor dos táxis pretende que a lei estabeleça "equidade" entre o setor e as plataformas.
26 de Setembro de 2018 às 09:02
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Um representante dos taxistas que pelo oitavo dia estão concentrados em Faro mostrou-se confiante em que os partidos cheguem esta quarta-feira a um acordo, sublinhando que continua "esperançado" que suas reivindicações do setor sejam ouvidas.

"A nossa expectativa é que os partidos cheguem a acordo e vão ao encontro do que nós pedimos, que é que a responsabilidade em definir o contingente das plataformas passe para as câmaras municipais", disse à Lusa Francisco José Pereira, presidente da Rotáxis de Faro, mostrando-se confiante com esse desfecho.

O presidente da Federação Portuguesa do Táxi (FPT) admitiu na terça-feira convocar os profissionais que estão concentrados no Porto e em Faro para se juntarem aos que estão nos Restauradores, em Lisboa, dependendo do resultado do debate quinzenal no parlamento, marcado para esta quarta-feira às 15h00, e que terá a presença do primeiro-ministro, António Costa.

Francisco José Pereira mostrou-se "esperançado" em que seja alcançado um acordo até ao final do dia, embora assuma ter receio de que possa já ser tarde para conseguir fazer alterações à lei que regula as quatro plataformas eletrónicas de transporte que operam em Portugal, cuja entrada em vigor está prevista para 01 de novembro.

Os representantes das associações de taxistas vão esta quarta-feira marcar presença nas galerias do hemiciclo para assistir ao debate quinzenal, sendo que o PCP escolheu precisamente "a situação do setor do táxi" para interpelar o primeiro-ministro.

Inicialmente, as associações exigiam que os partidos fizessem, junto do Tribunal Constitucional, um pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade do diploma, uma exigência que não foi acolhida pelos grupos parlamentares.

Na sexta-feira, o processo teve um desenvolvimento, com o PCP a pedir a revogação da lei, uma decisão que os taxistas consideram estar no "caminho correto", mas que ainda não é suficiente.

Os taxistas pretendem que a lei estabeleça "equidade" entre o setor e as plataformas e que possam ser os municípios a assumir integralmente a definição do número de veículos a circular, por concelho.
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