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Correio da Manhã

Sociedade
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Temporais destroem draga naufragada

Embarcação de 80 metros tem casco rasgado em três pedaços e não voltará a navegar.
Ana Palma 26 de Março de 2018 às 08:36
Após naufrágio armador tentou por várias vezes recolocar a draga  Brasinhi a flutuar, mas sempre sem sucesso
Após naufrágio armador tentou por várias vezes recolocar a draga Brasinhi a flutuar, mas sempre sem sucesso FOTO: Direitos Reservados
Passados mais de dois meses desde que se virou na barra do Lavajo, junto à Armona, em Olhão, a draga Brasinhi, de 80 metros de comprimento, foi dada como perdida e não vai voltar a navegar. Os recentes temporais "rasgaram o casco da embarcação em três sítios", explicou ao CM o comandante Nunes Ferreira, da Capitania do Porto de Olhão, na sequência de uma inspeção à draga, efetuada na passada quarta-feira.

"Cerca de uma dezena de longarinas, que constituem como que o ‘esqueleto’ da embarcação, também se partiram e romperam o casco da draga", acrescentou o mesmo responsável, que espera agora que o armador "apresente um novo plano para remoção e desmantelamento" da embarcação.

Após os temporais, a Brasinhi está a cerca de três metros de profundidade na maré-vaza e a sete na preia-mar, constituindo um perigo para a navegação na zona. A draga encontra-se assoreada e a cerca de uma centena de metros do local onde se virou, pelas 08h10 do passado dia 16 de janeiro, quando procedia a uma operação de reposição de areias.

No acidente, quatro trabalhadores caíram à água e ficaram em hipotermia. Foram recolhidos por um táxi-marítimo local e levados ao Hospital de Faro. Todos recuperaram bem.

Uma má acomodação de sedimentos nos depósitos da draga pode ter contribuído para provocar a viragem da embarcação, conforme foi referido na altura. Desde que a draga se virou, o armador tentou por várias vezes voltar a pô-la a flutuar, mas sem sucesso.

PORMENORES
Alerta
No alerta à navegação que foi emitido pela Autoridade Marítima, refere-se que a draga está encalhada e totalmente submersa, devendo ser dado "resguardo de 500 metros" e "evitar a barra da Armona".

Combustível
Sabe-se que a draga tinha 12 mil litros de gasóleo e 300 de óleo a bordo quando se virou, mas a Autoridade Marítima manteve a situação sob controlo e não se verificou poluição ambiental.

450 toneladas
A draga pesa 450 toneladas e afundou-se num local pouco profundo. Os recentes temporais, além de assorearem e arrastarem a enorme embarcação, causaram danos irreparáveis no casco.
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