page view

Tensão em frente ao Parlamento durante protestos pelo direito à habitação

Manifestantes reclamaram realização de greve geral, num protesto vigiado por um forte contingente policial.

28 de outubro de 2026 às 01:30

O protesto pelo direito à habitação e contra a intervenção policial, ontem, frente à Assembleia da República ficou marcado pela tensão entre manifestantes e agentes da PSP. Perante um forte contingente policial, a multidão concentrou-se, durante horas, frente à escadaria do Parlamento gritando palavras de ordem como “Mais salário, menos porrada” e “Somos mansos, mas não somos tansos”. Milhares reclamaram a realização de uma greve geral.

A manifestação organizada pela plataforma Casa para Viver foi convocada para exigir o “fim imediato da repressão sobre quem luta pelo direito à habitação”. A plataforma defende ainda o “apuramento de responsabilidades pela carga policial” que ocorreu nas acampadas de Lisboa e do Porto, na madrugada de domingo e que causaram dezenas de feridos. Numa outra carga policial, no dia 15, no Porto, 37 pessoas ficaram feridas, duas com gravidade, segundo o Movimento pela Habitação. A plataforma Casa para Viver exige também um “orçamento democrático”, que dê o “dinheiro justo para resolver o problema da habitação em vez de cortar as verbas do setor”. A manifestação de ontem contou com a participação de membros da acampada de Lisboa, que organizou os protestos no Rossio.

A noite foi feita também de música, com a cantora Marisa Liz a abrir um conjunto de atuações. Cantou ‘A morte saiu à rua’, de Zeca Afonso, e fez um apelo aos agentes da PSP para se juntarem ao protesto. Canções da Revolução de Abril de 74, como ‘Grândola Vila Morena’, também foram ouvidas frente ao Parlamento.

Durante a tarde, a Polícia Municipal deu indicação aos comerciantes para encerrarem os estabelecimentos entre as 18h00 e as 22h00 . “Trata-se de uma ação coordenada entre a PSP e a câmara e é uma questão preventiva para evitar o consumo de álcool ou o uso de objetos contundentes”, justificou o porta-voz da PSP, Sérgio Soares.

Num segundo protesto, mais de uma centena de dirigentes, delegados e ativistas sindicais da Frente Comum da Administração Pública manifestaram-se junto à Assembleia da República para contestar a proposta de Orçamento do Estado.

No Porto, realizaram-se duas manifestações, uma na Praça D. João I, onde tem sido habitual, e a outra junto ao Metro da Trindade, convocada pela plataforma Casa para Viver.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a sua rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8