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Correio da Manhã

Sociedade

Terapia com células avança no IPO do Porto

Direção-Geral da Saúde avalia as questões que permitiram autorizar tratamento, devendo a resposta ser “rápida”.
João Saramago 25 de Fevereiro de 2019 às 08:28
IPO do Porto
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O tratamento com células CAR-T deverá ser possível, dentro de alguns meses, no Instituto Português de Oncologia do Porto, após a autorização por parte da Direção-Geral da Saúde.

Uma resposta que será "rápida", garantiu ao CM Graça Freitas, diretora-geral da Saúde, acrescentando que "na atual fase do processo estão a ser avaliadas várias questões".

A terapia com células CAR-T permite, para já, o tratamento de tumores no sangue, como linfomas e leucemias, explica o oncologista Jorge Espírito Santo. O médico considera que a adoção desta terapia "é um passo importante e a esperança é que se possa estender ao tratamento de outros tumores".

"É extraordinário por ser um tratamento controlado", acrescenta Jorge Espírito Santo, que considera que a escolha de um IPO resulta de "estas unidades terem capacidade para a realização de outras terapêuticas".

O tratamento consiste na retirada de células do doente que, após serem submetidas a uma manipulação genética, são refundidas no paciente. O sistema imunitário do doente passa então a ter capacidade para destruir as células cancerígenas.

O tratamento a ser aplicado no Porto é da farmacêutica norte- -americana Gilead e é um dos dois autorizados pela Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed). O outro é desenvolvido pelo laboratório suíço Novartis.

O custo do tratamento ronda os 400 mil euros por doente. A seleção dos primeiros pacientes a serem submetidos a esta terapia inovadora deverá ocorrer no próximo mês.

SAIBA MAIS
Doenças fatais
O cancro, também conhecido como neoplasia maligna, é um grupo de doenças que envolvem o crescimento celular anormal, com potencial para invadir e espalhar-se pelo corpo podendo levar à morte.

861
mortes por leucemia em 2017. A maior parte dos óbitos, num total de 57%, ocorre depois dos 75 anos de idade. As mortes por leucemia representam 0,8% dos óbitos observados no País.

Terceira linha
O recurso ao tratamento com células CAR-T será realizado apenas nos casos em que a quimioterapia ou o transplante de medula óssea tornam-se ineficazes no controlo da doença oncológica.
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