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Correio da Manhã

Sociedade
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Teste rápido à Covid-19 é arma contra confinamento

São mais baratos e o resultado chega ao fim de 15 a 30 minutos. Última geração apresenta grau de confiança elevado.
Paulo João Santos 7 de Novembro de 2020 às 09:07
Teste rápido à Covid-19
Teste rápido à Covid-19 FOTO: EPA
Testes de pesquisa de antigénio. Epidemiologistas do Hospital Germans Trias i Pujol, na Catalunha, acreditam ser esta a chave de controlo da pandemia, evitando confinamentos e permitindo o desenvolvimento da atividade económica dentro de alguma normalidade.

São testes rápidos, sem grande complexidade de execução técnica, que permitem saber se uma pessoa está infetada num espaço de tempo muito curto, entre 10 e 30 minutos, além de serem mais baratos que os usados habitualmente. "A sua generalização reduziria o risco de quem vai, por exemplo, a um restaurante, a um jogo de futebol, a um espetáculo, ou seja, a um local onde haja maior concentração de pessoas", explica a epidemiologista Oriol Mitjà.

Inicialmente, a fiabilidade dos testes de antigénios levantou algumas dúvidas quanto à sua viabilidade, mas a nova geração, segundo os fabricantes, apresenta já um grau de confiança de 90%.

Poucas crianças internadas
Um estudo internacional com 55 0 00 crianças com Covid constatou que a percentagem de menores que necessitam de internamento é muito pequena (0,1% a 1%). Apresentam febre baixa e tendem a ter problemas gastrointestinais. Na prática, só são internadas quando portadoras de outras doenças.

Doença pode deixar várias sequelas
Lucio Frydman, diretor de departamento do Instituto Weizmann, em Israel, alerta para o facto de a Covid-19 estar a deixar sequelas neurológicas, cognitivas e motoras. Segundo Frydman, a ressonância magnética pode ajudar a explicar algumas dessas situações, como as dores de pescoço de origem nervosa.

RADAR COVID
Voar seguro
A Lufthansa vai começar a realizar, já na próxima semana, testes rápidos de antigénio aos passageiros que embarquem na Alemanha. Só voam aqueles que testem negativo ou que provem ter feito um teste com idêntico resultado 48 horas antes.

Plataformas digitais
A Comissão Europeia considera que, durante o mês de setembro, as plataformas digitais fizeram "progressos" no combate à desinformação no contexto da pandemia, mas "precisam de aumentar os seus esforços para se tornarem mais transparentes e responsáveis".

Aspirina em avaliação
O Reino Unido vai avalizar a aspirina como um possível tratamento para a Covid-19. O objetivo é saber se pode reduzir o risco de coágulos sanguíneos em pessoas infetadas. "É segura, barata, amplamente disponível. Acreditamos que poderá ser benéfica", diz Peter Horby, coinvestigador-chefe do ensaio.

Pedido de ajuda aos portugueses
A marca de refrigerantes Schweppes lançou nas ruas de Madrid uma campanha divertida para falar de uma coisa séria: o recolhimento dos espanhóis mais cedo. "Queridos portugueses: perdoamos não nos darem nem um ponto [no festival da] Eurovisão se nos ensinarem a jantar às 20h00", lê-se nos cartazes.
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