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The Trash Traveler percorre 1.000 km a pé pelos Açores para aprender com comunidades costeiras

Andreas Noe já caminhou 1.152 quilómetros ao longo da costa de Portugal continental, em 2020.

01 de abril de 2026 às 16:53

O ambientalista Andreas Noe vai percorrer a pé, entre 17 de abril e 18 de julho, mais de 1.000 quilómetros ao longo da costa dos Açores para aprender com as comunidades que trabalham diariamente na proteção do oceano.

Conhecido como The Trash Traveler, Andreas Noe já caminhou 1.152 quilómetros ao longo da costa de Portugal continental, em 2020, e 280 quilómetros na Madeira e Porto Santo em 2023.

Segundo nota divulgada pelo The Trash Traveler, o projeto fundado por Andreas Noe, biólogo molecular alemão que se mudou para Portugal em 2017, esta nova expedição pelas nove ilhas dos Açores completa o percurso pela costa portuguesa, ultrapassando os 2.400 quilómetros percorridos no total.

Mais do que uma caminhada, trata-se de uma jornada de aprendizagem que cruza comunidade, criatividade e ciência, mostrando que a proteção do oceano pode ser acessível e impulsionada por comunidades locais, sublinha a nota.

"Quero mostrar que a proteção do oceano não acontece apenas em grandes decisões políticas, mas também nas pequenas ações diárias das comunidades locais. Esta viagem é sobretudo uma oportunidade para aprender com quem já está a fazer a diferença", explica Andreas Noe, fundador do projeto The Trash Traveler, citado na nota.

Ao longo do percurso, Andreas Noe vai visitar projetos ambientais, escolas, organizações não-governamentais, investigadores e iniciativas comunitárias, dando continuidade à rede já criada com mais de 80 iniciativas em Portugal.

Através de conteúdos partilhados diariamente nas redes sociais, o projeto pretende amplificar o trabalho destas comunidades e incentivar a participação pública em atividades como caminhadas comunitárias, limpezas de praia, palestras e atividades educativas locais.

Segundo informação disponibilizada à agência Lusa pelo projeto, a expedição arranca a 17 de abril na ilha de Santa Maria, com alunos da Escola EB2,3/S Bento Rodrigues, através de uma caminhada simbólica e uma ação de limpeza de praia.

O percurso segue depois por Santa Maria (17 a 25 de abril), São Miguel (26 de abril a 15 de maio), São Jorge (16 de maio a 01 de junho), Graciosa (01 a 05 de junho), Terceira (05 a 20 de junho), Pico (20 a 29 de junho), Faial (29 de junho a 08 de julho), Flores (09 a 15 de julho) e Corvo (15 a 18 de julho).

Um dos "maiores desafios logísticos" do projeto será a ligação entre ilhas, segundo a nota.

Enquanto o grupo central permite deslocações de ferry, algumas travessias vão depender de boleias com pescadores e marinheiros locais, reduzindo a pegada carbónica e reforçando o espírito comunitário da iniciativa.

Como resultado deste percurso, está a ser desenvolvida a Rede do Mar, "um mapa digital e plataforma de aprendizagem que irá ligar iniciativas de proteção do oceano ao longo da costa portuguesa", acrescenta.

O The Trash Traveler adianta ainda que "a plataforma será disponibilizada ao público e a escolas, permitindo conhecer projetos no terreno e exemplos concretos de ação ambiental, aproximando a ciência, a educação e a participação cívica".

De acordo com o projeto, ao longo dos últimos anos, Andreas Noe tem trabalhado com comunidades costeiras e projetos ambientais, "utilizando a comunicação positiva e a criatividade para promover a literacia ambiental".

"O projeto assenta numa mensagem simples: pequenas ações têm impacto, as comunidades são mais fortes quando trabalham juntas e todos podem contribuir para a proteção do oceano", destaca.

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