Trabalhadores vão discutir a nova proposta da administração de valorização salarial.
Os trabalhadores da Transtejo vão realizar, entre terça-feira e sexta-feira, um conjunto de plenários descentralizados para discutir a nova proposta da administração de valorização salarial.
Os plenários foram convocados pela Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) para discutir a valorização de salário por trabalhador, a atualização do subsídio de refeição e o aumento do limite máximo de anuidades.
Em comunicado, a Fectrans explicou que o primeiro plenário terá lugar na terça-feira, no Montijo, às 14:00, para debater a proposta da administração, que não tem o acordo da estrutura sindical.
"Entendemos que a mesma deve ser analisada e debatida com todos os trabalhadores e não apenas com o administrador da empresa", refere a Fectrans, indicando ainda que, embora existam evoluções, como a disponibilidade para discutir a redução do horário de trabalho e o aumento do limite máximo de anuidades, há matérias com impactos negativos para os trabalhadores.
A federação acrescenta que para garantir que a resposta e a posição sindical corresponde à vontade coletiva dos trabalhadores, foi solicitado o adiamento de a reunião marcada para 27 de maio, para permitir que a resposta à administração resulte da discussão ao longo da próxima semana.
Na quarta-feira está marcado um plenário para as 13h30, no Seixal, e às 15h00, em Porto Brandão. Para quinta-feira, a Fectrans agendou plenário para as 11:00, em Cacilhas, e na sexta-feira o mesmo ocorre no Barreiro, às 11h00.
Em debate estarão matérias como a valorização de 56,58 euros por trabalhador na tabela salarial, mantendo-se a diferença de 3% entre escalões da mesma categoria, a atualização do subsídio de refeição para 10,46 euros e o aumento do limite máximo de anuidades de 25 para 27.
De acordo com a federação, a administração propõe que o local de trabalho passe a ser toda a área geográfica da atividade da empresa, permitindo que "os trabalhadores possam ser escalados para prestar serviço em qualquer terminal, instalação ou carreira integrada na área de exploração".
Na opinião da Fectrans, esta alteração teria impacto direto no pagamento de previstas horas extraordinárias na cláusula 53.ª do Acordo de Empresa, "uma vez que a administração propõe que apenas se aplique quando o trabalhador iniciar ou terminar o serviço em local diferente daquele para onde estava inicialmente escalado".
"O que se pretende é que o trabalhador possa variar de local de trabalho em cada dia em função das necessidades da empresa e o pagamento das horas nas situações de deslocação ficariam mais restritas. Sabemos que os trabalhadores não querem ser deslocados e ver penalizado ainda mais o seu tempo pessoal e familiar para andarem em viagem para entrar ou sair noutro local de trabalho" que não aquele a que pertencem, sustenta a estrutura sindical.
Outra das propostas, adianta, prende-se com os descansos compensatórios e feriados.
Segundo a Fectrans, a administração passou a admitir um prazo máximo de 60 dias (em situações excecionais 90 dias) para a compensação dos descansos compensatórios e dos feriados trabalhados.
"É uma evolução face ao clausulado atual, mas o prazo continua excessivo", advoga a estrutura sindical.
A Transtejo Soflusa (TTSL) é responsável pelas ligações fluviais entre o Seixal, Montijo, Cacilhas (Almada), Barreiro e Trafaria/Porto Brandão (Almada), no distrito de Setúbal, e Lisboa.
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