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"Uma parte da história que vai desaparecer"

Ilhéus “desolados” não se manifestaram no primeiro dia de demolições nos Hangares.

04 de maio de 2017 às 09:02

A segunda e última fase de demolições do programa de renaturalização ilha da Culatra arrancou esta quarta-feira e teve como alvo o núcleo dos Hangares.

Ao todo, foram destruídas oito habitações - consideradas de segunda habitação e que já tinham sido expropriadas pelo Governo - mas os trabalhos continuam hoje com a demolição das últimas seis casas. Os ilhéus não se manifestaram.

"Avisámos os moradores de que isto ia acontecer, mas as pessoas estão desoladas e não quiseram sentir este momento de tristeza. É uma parte da história que vai desaparecer", lamentou ao CM José Lezinho, da Associação de Moradores dos Hangares.

Estas 14 casas marcadas para serem demolidas juntam-se às 23 já destruídas do núcleo do Farol, onde ainda continuam trabalhos de limpeza. Um número muito inferior às quase 400 demolições previstas quando começou o processo, e que foram caindo com as batalhas legais e retrocessos do Governo.

"Não vencemos totalmente a batalha porque não conseguimos salvar todas as casas, mas estamos contentes com o fim de um processo cheio de vícios e muito mal elaborado. Espero que agora avance uma requalificação com diálogo", disse ainda José Lezinho.

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