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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

União das Mulheres Alternativa e Resposta pede investimento em educação para a não violência

Relatório divulgado pela UMAR baseia-se em notícias publicadas, no ano passado, na imprensa escrita digital portuguesa.

12 de dezembro de 2022 às 14:28

A União das Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) apelou esta segunda-feira ao investimento em educação para a não violência, alertando para casos de violência sexual, e no reforço da ideia de que as vitimas não podem ser culpabilizadas.

"É muito importante que se invista na educação, em educar os jovens para a não violência, para os limites e liberdades das pessoas. É de reforçar a ideia de que não se pode culpabilizar uma vítima pela forma como está vestida, por exemplo, mas sim culpabilizar um agressor pela forma como acha que pode violentar outras pessoas", disse a presidente da UMAR, Liliana Rodrigues.

Numa conferência de imprensa na Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto que serviu para apresentar os dados de um relatório sobre violência sexual em Portugal baseados em casos noticiados na imprensa nacional 'online' em 2021, a UMAR pediu mais investimento também para a realização de estudos.

"É urgente financiamento e apoios", frisou Liliana Rodrigues, alertando que atualmente muitos dos estudos nesta área vivem do voluntariado e empenho pessoal dos investigadores.

"É fundamental a construção de um observatório dedicado à violência sexual", defendeu a responsável, reiterando o lamento pelo "pouco financiamento" existente para esta área, sendo que o que existe é "muito instável e não continuado no tempo".

Intervir na prevenção primária e na formação de profissionais de várias áreas foram outros dos apelos.

Liliana Rodrigues também alertou para "a importância de perceber que redes de apoio há para as pessoas que são vítimas".

"Em Portugal temos estruturas de apoio para a violência de género, mas a violência sexual precisa de especificidades", disse.

O relatório esta segunda-feira tornado público pela UMAR baseia-se em notícias publicadas, no ano passado, na imprensa escrita digital portuguesa.

Em 2021 foram noticiados 299 casos de violência sexual, mais de metade (62,7%) ocorridos dentro de casa da vítima ou do ofensor.

 

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