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Meios de combate vão voltar a ser reforçados a 1 de julho e até 30 de setembro, naquela que é considerada a fase mais crítica de incêndios.
A União Europeia vai destacar em Portugal a partir de hoje duas aeronaves ligeiras e 60 bombeiros entre 16 de julho e 31 de agosto, através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, para apoio ao combate dos incêndios rurais.
Estes meios foram hoje anunciados no âmbito da apresentação, em Bruxelas, do dispositivo que será mobilizado este verão ao abrigo do Mecanismo Europeu da Proteção Civil.
Em conferência de imprensa, a comissária europeia para a Preparação e Gestão de Crises, Hadja Lahbib, afirmou que se trata do dispositivo de combate a incêndios da UE "mais ambicioso e melhor coordenado de sempre".
"Baseia-se num princípio simples: quando ocorre uma catástrofe, somos mais fortes quando atuamos em conjunto", afirmou.
No total, vão ser preposicionados 777 bombeiros em seis países considerados de "alto risco" - Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia e Chipre -, um número superior aos quase 650 que tinham sido mobilizados no ano passado.
No caso concreto de Portugal, vão ser destacados 60 bombeiros: um contingente de 20 bombeiros da Letónia estará no país entre 16 e 31 de julho, a que se seguirá outro contingente de 40 bombeiros de Malta que estará mobilizado entre 01 e 31 de agosto.
O objetivo destas equipas de bombeiros estrangeiras é "manterem-se preparadas para ajudar os bombeiros nacionais se a dimensão de um incêndio ultrapassar a capacidade de resposta de um país", refere o executivo comunitário.
No ano passado, Portugal já tinha acolhido um contingente de 20 bombeiros da Letónia, que estiveram preposicionados em Trancoso entre 01 e 15 de agosto, a que se seguiram duas equipas de 20 bombeiros de Malta, posicionadas em Almeirim entre 16 de agosto e 15 de setembro.
Além destes contingentes de bombeiros, a UE vai também posicionar em Portugal a partir de hoje duas aeronaves ligeiras, à semelhança do que aconteceu no ano passado, num total de 22 aeronaves e cinco helicópteros que serão mobilizados em todo o continente ao abrigo do Mecanismo Europeu de Proteção Civil.
Além da mobilização de meios, a comissária europeia para a Preparação e Gestão de Crises referiu que, entre meados de junho e meados de setembro, vários especialistas em incêndios vão juntar-se no Centro de Coordenação de Resposta de Emergência, em Bruxelas, para "antecipar riscos, desenvolver recursos de monitorização e reforçar a cooperação".
"O objetivo é conseguirmos responder com a máxima rapidez", frisou.
Em Portugal, esta segunda-feira, o dispositivo de combate a incêndios rurais voltou a ser reforçado, pela segunda vez este ano, passando a estar no terreno 13.335 operacionais e 78 meios aéreos.
Até 30 de junho, vão estar disponíveis 13.335 operacionais que integram 2.265 equipas dos vários agentes presentes no terreno, 2.969 veículos e 78 meios aéreos, além de três helicópteros da AFOCELCA (empresa privada de proteção florestal vocacionada para o combate a incêndios rurais).
Os meios de combate vão voltar a ser reforçados a 1 de julho e até 30 de setembro, naquela que é considerada a fase mais crítica de incêndios e que mobiliza o maior dispositivo, estando este ano ao dispor, entre permanentes e mobilizáveis, 15.149 operacionais de 2.596 equipas e 3.463 viaturas, um ligeiro aumento em relação a 2025, e um total de 81 meios aéreos.
Dados provisórios do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR) dão conta que este ano ocorreram 2.780 incêndios que provocaram 10.387 hectares de área ardida, tendo a maioria dos fogos e da área ardida acontecido na região Norte, 1.616 e 9.079 hectares respetivamente.
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