page view

Comandante sub-regional das Terras de Trás-os-Montes diz desconhecer negócio ilícito associado a incêndios

Noel Afonso disse que "na relação puramente comercial, os fornecedores de material fornecem material, os bombeiros compram".

02 de junho de 2026 às 13:21

O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Terras de Trás-os-Montes disse, esta terça-feira, em comissão de inquérito, saber de interesses económicos associados aos incêndios, mas desconhecer qualquer ato ilícito.

"Interesses económicos, comercialmente eles existem, se tenho conhecimento de causa de atos ilícitos, não tenho", afirmou Noel Afonso, questionado na Comissão Parlamentar de Inquérito aos Negócios dos Incêndios Rurais.

Noel Afonso disse que "na relação puramente comercial, os fornecedores de material fornecem material, os bombeiros compram", mas reiterou desconhecer "atos ilícitos".

De acordo com o comandante sub-regional das Terras de Trás-os-Montes, em 2025, neste território arderam 20.938 hectares, dos quais 5.069 correspondem a área de povoamento.

Confrontado com a falta de meios ou a sua articulação no terreno, Noel Afonso reconheceu que, nos incêndios de Mirandela e Vila Flor, houve um atraso na chegada de meios, nomeadamente terrestres, devido aos restantes incêndios que assolavam o centro do país.

Ainda assim, realçou que, na sua área de intervenção, não houve reacendimentos devido ao reforço de máquinas de rasto em articulação com os municípios, que permitiram a movimentação de terra.

O comandante foi ainda questionado sobre a funcionalidade do SIRESP - Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal durante o combate aos incêndios.

"O SIRESP, em termos operacionais, em 2025, nas ocorrências que tivemos, não tivemos problemas de falhas de rede. Há zonas de sombra identificadas (...) mas temos a rede operacional de bombeiros e é essa que utilizamos quando não temos SIRESP", esclareceu.

O incêndio de Freixo de Espada à Cinta foi ainda abordado na comissão de inquérito, relativamente ao seu combate.

Embora faça parte do distrito de Bragança, este concelho pertence à sub-região de Emergência e Proteção Civil do Douro e, por isso, a articulação de meios não é da responsabilidade do comandante da sub-região das Terras de Trás-os-Montes.

No entanto, o fogo acabou por se alastrar e chegar ao concelho vizinho de Mogadouro, obrigando à atuação da proteção civil das Terras de Trás-os-Montes.

Noel Afonso esclareceu que se tratou de um fogo de difícil combate, porque na fase inicial, no espaço de duas horas, arderam 9.000 hectares.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8