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Urgência regional de ginecologia e obstetrícia em Almada teve sete admissões de manhã

Urgência centralizada vai funcionar em dois polos, um no Hospital Garcia de Orta e outro no Hospital de São Bernardo, em Setúbal.

15 de abril de 2026 às 13:35

O Hospital Garcia de Orta, em Almada, que a partir desta quarta-feira funciona como urgência regional de ginecologia e obstetrícia da Península de Setúbal, teve desde as 08h30 sete admissões, duas das quais da área de influência do Barreiro.

Os dados foram avançados em conferência de imprensa pela diretora clínica para a área dos cuidados de saúde hospitalares da Unidade Local de Saúde (ULS) Almada-Seixal, Ana Luísa Broa.

"Sabemos que está a ser um dia relativamente tranquilo e posso avançar que tivemos, desde as 08h30 e até às 10h30, sete admissões e apenas duas eram da área de influência do Barreiro, da Unidade Local de Saúde Arco Ribeirinho", disse Ana Luísa Broa no encontro com os jornalistas, no qual também participaram os diretores clínicos da ULS Arco Ribeirinho (Barreiro), Elisabete Gonçalves, e ULS Arrábida (Setúbal), Nuno Marques.

Segundo Ana Luísa Broa, nesta primeira fase, a equipa, composta em 80% por profissionais da ULS Almada-Seixal e da Unidade Local de Saúde do Arco Ribeirinho, está "a adaptar-se de forma a colaborar entre si para que funcione de forma muito organizada no futuro".

"O que é importante é que as equipas sejam dotadas de forma segura. Nós teremos sempre, todas as semanas, uma equipa, pelo menos um dia por semana, que será assegurada por médicos do Barreiro, e quando falamos em médicos do Barreiro falamos em especialistas e em internos, e teremos também enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica a colaborar de uma forma até mais próxima", sustentou.

A responsável frisou que o importante é que o número de profissionais seja adequado para prestar cuidados seguros e destacou a importância de as pessoas contactarem sempre o SNS 24 para serem encaminhadas da melhor forma possível.

Para assegurar os serviços, adiantou, a unidade vai continuar a contar com a contribuição de médicos tarefeiros.

A urgência regional de ginecologia e obstetrícia da Península de Setúbal, a segunda do país no âmbito deste novo modelo, entrou esta quarta-feira em funcionamento para responder à falta de profissionais de saúde nesta especialidade. Em Almada houve em 2025 cerca de 2.200 partos.

A urgência centralizada vai funcionar em dois polos, um no Hospital Garcia de Orta e outro no Hospital de São Bernardo, em Setúbal.

O hospital-sede da urgência regional de ginecologia e obstetrícia da Península de Setúbal, que tem apoio perinatal diferenciado, é o Garcia de Orta, cabendo ao Hospital de São Bernardo assegurar o serviço de urgência para a população da sua área de influência - Setúbal, Alcácer do Sal, Grândola, Palmela, Santiago do Cacém, Sesimbra e Sines.

A urgência do hospital do Barreiro, que tem como área de influência os concelhos do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete, encerra, mas a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde assegurou que a maternidade vai continuar a funcionar.

Em declarações aos jornalistas a diretora clínica ULS Arco Ribeirinho (Barreiro), Elisabete Gonçalves, disse que gostaria de deixar a mensagem de que este modelo de funcionamento foi desenhado para garantir alguma previsibilidade para que qualquer mulher com questões do foro ginecológico ou obstétrico soubesse exatamente o que tem de fazer.

"É uma etapa nova, é um novo modelo de funcionamento (...). De facto, todos nós sabemos os constrangimentos que tínhamos e temos, em termos de recursos humanos, quer seja de equipas médicas, quer seja de equipas de enfermagem. Alguma coisa tinha de ser feita e (...) este é um modelo que nós encaramos que pode ser uma mais-valia", disse, adiantando que as utentes terão todo o acompanhamento local (no Barreiro) e, em situação de urgência, a unidade é a de Almada.

Já o diretor clínico da ULS Arrábida (Setúbal), Nuno Marques, explicou que compromisso é continuar a trabalhar como tem feito até aqui.

"Eventualmente, quando perdemos a nossa capacidade de resposta, temos de encaminhar para outro hospital que tenha capacidade de resposta, mas isso é o que nós temos feito e temos estado articulados com Almada. Assim como nós também, muitas vezes, recebemos utentes daqui, quando se esgota a capacidade do ponto de vista estrutural", disse.

Esta é a segunda urgência regional a abrir, depois de uma solução idêntica ter sido adotada em 16 de março no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures (distrito de Lisboa), no âmbito de um novo modelo que tem motivado a contestação de autarcas e representantes dos utentes.

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