Autarca disse que "é possível e é recomendável" consumi-la diretamente da torneira.
O presidente da Câmara de Vila de Rei, Paulo César Luís, disse esta terça-feira que a qualidade da água está assegurada em todo o concelho e que "é possível e é recomendável" consumi-la diretamente da torneira.
"Nós garantimos a qualidade da água, que é abastecida em 100% pela albufeira de Castelo Bode, por isso é possível e é recomendável que [as pessoas] bebam água da torneira", afirmou esta terça-feira à agência Lusa.
O edil referiu que a autarquia tem recebido "muitas solicitações sobre este assunto", na sequência da passagem da depressão Kristin, esclarecendo que o município garantiu a qualidade da água da rede de abastecimento.
Devido ao mau tempo, o líder camarário tinha indicado, à agência Lusa, na segunda-feira, que havia a possibilidade de o número de realojados aumentar ao longo do dia, uma realidade que "vai continuar a acontecer durante toda esta semana".
Naquele concelho do distrito de Castelo Branco foram registados mais de dez casos de realojamento de utentes, ao que se somará esta terça-feira a situação de uma senhora, de mais de 80 anos, que terá de ser retirada da sua habitação por questões de segurança, apesar de a mesma "se recusar a sair".
A "equipas de Proteção Civil estão a lidar com uma situação particular, em que a senhora se recusa a sair de casa", apesar de a estrutura "não apresentar condições de habitabilidade" e de esta ser uma decisão que coloca "a sua própria vida em risco".
"Nós vamos lá com os serviços municipais de Proteção Civil, juntamente com a Guarda Nacional Republicana, para fechar a casa, porque, de facto, a ruína está iminente", acrescentou o autarca.
A mulher, que vive na freguesia da Fundada, tem uma rede familiar e de vizinhos e poderá escolher para onde quer ir, incluindo a instituição particular de solidariedade social (IPSS) da freguesia.
Entre uma dúzia de ocorrências de realojados, há já "uma pessoa que retornou a casa", devido a energia ter sido restabelecida na habitação, dando "condições para a senhora, que está acamada", permanecer na sua residência.
Os restantes munícipes realojados "têm suporte, seja familiar, seja na rede de vizinhos ou na rede das IPSS", explicou.
No momento, uma das situações que município está a tratar inclui "um conjunto de coberturas de edifícios municipais, que dão apoio e têm serviços relacionados com a educação, como seja o acolhimento de crianças antes e depois do período letivo, por exemplo".
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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