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Vítima de legionella sobrevive

Joaquim Rosa esteve onze dias em coma. Está de baixa médica e a mulher ficou sem emprego.

11 de janeiro de 2015 às 18:22

Joaquim Rosa, de 49 anos, foi um dos infetados pelo surto de legionella de Vila Franca de Xira. O homem da Figueira da Foz sobreviveu ao coma e já está em casa com a família, mas vive agora momentos de incerteza, sem poder voltar ao trabalho, com a mulher desempregada e dois filhos menores a cargo.

"Uma pessoa não sabe o que fazer, trabalhar ainda não posso, é esta espera dia após dia para ver o que é que isto vai dar", conta. Joaquim ficou com problemas num rim, uma perna afetada e cansaço permanente. "O meu pai está muito diferente. Agora é um homem triste, cheio de incertezas e com medo do futuro", lamenta Nádia Magalhães, a filha mais velha, de 25 anos.

Joaquim está de baixa e recebe 400 € por mês, menos de metade do que ganhava como serralheiro mecânico para a empresa que, em novembro de 2014, prestava serviço à Solvay, em Vila Franca de Xira. Foi aí que teve contacto com a bactéria da legionella. Esteve um mês internado, onze dias em coma.

A mulher, Natália Magalhães, 45 anos, era cabeleireira, mas agora está desempregada. O casal tem mais dois filhos, de quatro e 11 anos. Têm sobrevivido com o apoio da família, sobretudo da filha mais velha e do marido, com quem partilham casa. "Sinto-me um inválido", desabafa Joaquim. 

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