Meta explora fragilidades dos jovens
Denúncia surgiu de uma antiga funcionária da empresa que detém o Facebook, o Instagram e o WhatsApp.
A Meta, uma das cinco grandes empresas tecnológicas do Mundo e que detém o Facebook, o Instagram e o WhatsApp, entre outras redes sociais, terá aproveitado, durante anos, as debilidades e vulnerabilidades emocionais de milhões de jovens para lhes direcionar certos produtos ou marcas. A denúncia foi feita pela ex-diretora de Política Pública Global da Meta Sarah Wynn-Williams numa audiência perante o Senado dos Estados Unidos.
Segundo Wynn-Williams, a Meta “conseguia identificar quando os adolescentes se sentiam inúteis, desamparados ou fracassados e pegavam nessas informações e partilhavam-nas com os anunciantes”, já que estes “entendem que, quando as pessoas não se sentem bem consigo próprias, é a altura certa para apresentar um produto porque é mais provável que o comprem”. O ‘modus operandi’ era simples. Se uma adolescente, por exemplo, eliminasse uma selfie numa das redes da empresa, a informação era imediatamente partilhada com os anunciantes, uma vez que podia indiciar descontentamento com a aparência e ser o momento para direcionar àquela pessoa um produto de beleza.
A Meta já reagiu e garante que as declarações da antiga funcionária estão “fora da realidade e cheias de falsas alegações”. De recordar que Wynn-Williams publicou recentemente o livro ‘Careless People: A Cautionary Tale of Power, Greed, and Lost Idealism’, no qual denuncia as más práticas da empresa de Mark Zuckerberg durante o tempo em que lá trabalhou.
As acusações surgem numa altura em que foi anunciado que a Meta vai bloquear ‘lives’ no Instagram a menores de 16 anos, salvo se tiverem autorização parental.
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