Português contesta partículas mais rápidas do que a luz
O professor de Física João Magueijo alertou esta quarta-feira para a necessidade de esperar por mais pormenores acerca da recente teoria de que o neutrino é mais rápido do que a luz, considerando os resultados "muito estranhos".
João Magueijo, que vai lançar o seu segundo livro - "O Grande Inquisidor" --, referia-se a uma investigação conduzida pelo Centro Europeu de Investigação Nacional (CERN), que concluiu que os neutrinos (um tipo de partículas subatómicas" são mais rápidos em 60 nanossegundos do que a luz.
Para o cientista português, que também já estudou os neutrinos e a velocidade da luz, estes resultados "não devem ser levados muito a sério" até porque é preciso "esperar que todos os detalhes da experiência sejam confirmados por uma investigação independente".
Embora admita que "a história do neutrino tem revelado as coisas mais estranhas do universo", nomeadamente o facto de o neutrino ser "canhoto" quando se pensava que "a Natureza era completamente ambidextra", João Magueijo considera que os resultados da investigação do CERN são "muito estranhos".
Professor de Física no Imperial College of London, João Magueijo lança amanhã, em português, o livro ‘O Grande Inquisidor’, que conta as descobertas e o desaparecimento do físico italiano Ettore Majorana.
Depois do grego e do italiano, João Magueijo apresenta o seu segundo livro ao público português em Lisboa, explicando que se trata de "uma história de mistério" que liga as descobertas nucleares dos anos 1930 ao desaparecimento de Majorana, em 1938.
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