Só 500 beneficiam da Tarifa Social de Internet
Oferta a preços reduzidos está disponível há três anos, mas tem tido fraca adesão por parte dos utilizadores.
A oferta de Internet a custos reduzidos foi disponibilizada a 21 de fevereiro de 2022, mas três anos após o lançamento desta modalidade - que continua disponível para subscrição junto dos operadores de telecomunicações - o número de utilizadores ronda os 500 (536, mais precisamente), revelou o portal Sapo. Isto apesar de poder abranger, pelo menos em potência, 780 mil famílias.
O projeto da Tarifa Social de Internet (TSI) - idealizada em 2019, mas só disponibilizada três anos depois - foi pensado como uma forma de ajudar os utilizadores portugueses a suportarem os custos de acesso à Internet, contribuindo para uma maior inclusão digital. O seu custo é de 6,15 euros mensais, embora as operadoras possam cobrar uma taxa de ativação de até 26,38 euros, diluída em 24 prestações. Caso o limite de tráfego seja atingido, o beneficiário deve pagar 6,5 euros por mais acesso.
No entanto, apesar destes valores, desde o início que a adesão à nova tarifa foi fraca. Segundo dados da Anacom, até 20 de fevereiro “estavam registados na plataforma 2149 pedidos de TSI, 467 dos quais obtiveram resultado não elegível (maioritariamente por não cumprirem os critérios de elegibilidade ou já existir uma TSI ativa no agregado familiar), 461 foram cancelados e 669 TSI já foram desativadas”.
A falta de interesse levou o Governo (primeiro o do PS, depois o atual, de coligação PSD/CDS-PP) a estudar a possibilidade de melhorar o modelo atualmente disponível, com mais tráfego e maior velocidade. Neste momento, o pacote só inclui um tráfego de Internet de 15 GB. Mas até ao momento não houve propostas concretas.
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