Anéis, pulseiras e relógios inteligentes, omnipresentes na recente feira de tecnologia CES em Las Vegas, já conseguem monitorizar o ritmo cardíaco, a pressão arterial e os níveis de glicose, com diferentes graus de precisão.
Um auricular que deteta sinais precoces de Alzheimer ou uma aplicação que digitaliza a íris à procura de vestígios de cancro são algumas das ferramentas com inteligência artificial (IA) que tem como objetivo disseminar o autoexame das doenças.
"A medicina preventiva não funciona hoje porque ninguém quer ir ao médico a toda a hora para fazer exames. Mas e se soubéssemos quando precisamos de ir?", frisou Ramses Alcaide, CEO da startup Neurable.
Anéis, pulseiras e relógios inteligentes, omnipresentes na recente feira de tecnologia CES em Las Vegas, já conseguem monitorizar o ritmo cardíaco, a pressão arterial e os níveis de glicose, com diferentes graus de precisão.
Respondem a uma forte procura pública, ilustrada por um estudo publicado há dias pela OpenAI, que mostra que mais de 200 milhões de utilizadores da Internet consultam semanalmente o ChatGPT sobre assuntos relacionados com a saúde.
O grupo liderado por Sam Altman lançou na semana passada o ChatGPT Health, que utiliza o histórico médico do utilizador, com o seu consentimento, e dados recolhidos por várias aplicações de dispositivos conectados.
Utilizando a tecnologia de eletroencefalograma (EEG), a Neurable, com sede em Boston, desenvolveu um 'headset' que regista e interpreta a atividade cerebral.
O modelo atualmente à venda consegue identificar a lentidão cerebral e sugerir uma pausa.
A Neurable está também a trabalhar num 'headset' para otimizar o desempenho dos jogadores de videojogo ('gamers').
Além disso, a startup está a desenvolver uma funcionalidade que compara os dados com o histórico do utilizador, que pode detetar desvios, um possível sinal de patologia, explicou Ramses Alcaide, cuja empresa se foca no 'software' em parceria com fabricantes de equipamentos.
"Um Apple Watch pode identificar Parkinson, mas apenas quando se começa a sentir tremores", destacou Alcaide.
Com o EEG, "pode ver as coisas antes que os sintomas físicos apareçam", garantiu.
Não se trata de um diagnóstico, mas de um alerta precoce, que também pode avisar os utentes sobre a depressão ou o início da doença de Alzheimer, entre outras coisas.
Alguns, no entanto, têm reservas quanto às capacidades dos dispositivos de EEG pessoais.
"Não creio que sejam suficientemente fiáveis para detetar sinais" destas condições, apontou Anna Wexler, professora da Universidade da Pensilvânia que estuda produtos de deteção para o consumidor, embora reconheça que "a IA expandiu as capacidades destes dispositivos".
A Neurable está a colaborar com o Exército ucraniano para avaliar a saúde mental dos soldados que regressam da frente de batalha, bem como dos prisioneiros de guerra, e para detetar possíveis casos de perturbação de stress pós-traumático (PSPT).
A jovem empresa francesa NAOX desenvolveu auscultadores com EEG ligados a um pequeno dispositivo, concebido especificamente para a epilepsia.
Melhor do que detetar convulsões, que são geralmente "muito raras", o dispositivo reconhece picos --- descargas elétricas breves e anormais no cérebro --- que são "muito mais difíceis de ver" e características de um estado epilético, de acordo com Marc Vaillaud, médico e chefe de inovação da NAOX.
Ao contrário do auricular da Neurable, os auriculares NAOX, que receberam aprovação da FDA (agência para os medicamentos e alimentação dos Estados Unidos) , são concebidos para serem utilizados à noite, recolhendo várias horas de dados a cada utilização.
A startup está a trabalhar com os hospitais Rothschild e Lariboisière, em Paris, para perceber as ligações entre estes "picos" e o Alzheimer, um tema já abordado em publicações.
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