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Startups portuguesas de cibersegurança fazem imersão em Silicon Valley

Incubadora de startups vai levar aos EUA 12 iniciativas em busca de internacionalização.

16 de fevereiro de 2026 às 08:28

O programa português de aceleração em cibersegurança Cybertech Acceleration, que arranca a 23 de fevereiro, vai levar 12 startups em busca de internacionalização para uma imersão em Silicon Valley.

Esta é a segunda edição do programa liderado pela Incubou, uma incubadora sediada em Vila Nova de Gaia, e a primeira vez que a aceleração passa pela Califórnia, incluindo uma visita à Apple e uma sessão na Google sobre Inteligência Artificial.

"O objetivo é conhecer a mentalidade do vale e entender como funciona", disse à Lusa Thiago Vieira, fundador da Incubou, referindo que os empreendedores vão em busca de parceiros, oportunidades de internacionalização e networking.

"Existem quatro startups que estão em busca de investimento, então o objetivo é também aproximá-las de potenciais capitais de risco e investidores do próprio Vale do Silício, que possam estar interessados na solução", indicou o responsável. 

As startups selecionadas para a aceleração são a Cyberx, Vulneri, Foco em Sec, Bythelaw, Evidencify, Cybermentor, Blueauth, Resh, Limanade, Cittadino, Securenova e Prepara. São especialistas nas áreas de segurança digital, compliance e questões regulatórias em cima de cibersegurança.

Um dos principais critérios para a escolha foi a tração dos produtos e a capacidade de se internacionalizarem. O programa optou por equipas que já têm um produto mínimo viável validado e conseguem provar o valor da solução.

"Senão, a visita a um ecossistema como o Vale do Silício pode ser um pouco frustrante, porque não têm nada para mostrar, nada que seja de valor e fica um pouco difícil a entrada no mercado", explicou o responsável. 

"É muito focado na parte de capacitação, angariação de investimento e networking. São esses os três pilares", resumiu o fundador da Incubou. 

O Cybertech Acceleration tem o apoio do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência e, segundo explicou Thiago Vieira, conseguiu ter já um impacto positivo.

"Tivemos uma primeira edição com vários resultados muito interessantes", indicou. "Conseguimos aumentar a faturação das startups e conseguimos investimento para as startups. É um programa 100% focado em cibersegurança", acrescentou. 

Esse é, considerou o responsável, um fator de destaque num universo nacional de aceleração muito virado para fintechs e turismo. "Não existia, até ao momento, um programa que realmente ajudasse mais a fomentar o ecossistema de cibersegurança". 

A segunda edição terá a duração de dois meses e inclui a mentoria de Krystel Leal, que está radicada em Silicon Valley.

A imersão na Califórnia também terá idas ao Plug and Play e Circuit Launch, visitas à Nvidia e Salesforce, uma sessão com a CrowdStrike, reuniões com business angels e capitais de risco e ainda uma receção no Consulado de Portugal em São Francisco. 

O início está marcado para 23 de fevereiro e a imersão em Silicon Valley acontecerá no final de maio.

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