Papa Leão XIV põe travão no uso da IA

Sumo Pontífice defende que as novas ferramentas tecnológicas "nunca serão capazes de partilhar a fé".

03 de março de 2026 às 01:30
Papa Leão XIV pede contenção no usoi da IA Foto: Direitos Reservados
Papa Leão XIV Foto: Direitos Reservados
Papa Leão XIV Foto: Direitos Reservados

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O Papa Leão XIV apelou aos sacerdotes para que não recorram à inteligência artificial na preparação das homilias, defendendo que as novas ferramentas tecnológicas "nunca serão capazes de partilhar a fé". 

O pedido foi feito durante um encontro com o clero na Diocese de Roma, onde o pontífice alertou para os riscos de delegar nas máquinas tarefas que exigem experiência humana, oração e contacto direto com a realidade específica de cada comunidade religiosa.

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Segundo o Papa, a homilia não deve ser encarada apenas como um texto informativo, mas como um momento de reflexão espiritual que nasce da vivência pessoal do sacerdote. Preparar um sermão implica meditação, estudo e proximidade com os fiéis - elementos que, na sua visão, não podem ser reproduzidos por algoritmos.

O líder da Igreja Católica afirmou ainda que recorrer à IA pode tornar-se um “atalho” intelectual, enfraquecendo o pensamento crítico e a criatividade dos religiosos, pois o cérebro "é um músculo que precisa de ser exercitado para não perder capacidade".

O sumo pontífice referiu-se ainda ao 'Tik Tok', que considerou ser outra "ilusão do mundo da internet", porque trata seguidores e gostos como uma autêntica ligação espiritual, o que não corresponde à verdade.   

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