Caso dos precários da RTP fechado em setembro

Autoridade para as Condições do Trabalho realizou duas megainspeções onde detetou 567 casos.

05 de agosto de 2017 às 09:27
RTP Foto: Tiago Sousa Dias
Contribuição, Audiovisual, RTP, SIC, TVI, economia, negócios e finanças Foto: Pedro Catarino
No final do ano passado, o grupo RTP tinha 1633 funcionários no quadro. Destes, 1078 trabalhavam na sede, em Lisboa Foto: Tiago Sousa Dias

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A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) vai revelar, em setembro, as conclusões das megainspeções que levou a cabo no setor da comunicação social em Portugal no primeiro trimestre deste ano.

Questionada pelo CM se algum dos 567 casos de falsos prestadores de serviços encontrados já foram regularizados, a autoridade informou que neste momento "continua a acompanhar todas as situações irregulares detetadas, encontrando-se a adotar todos os procedimentos necessários e adequados a fim de ser reposta a legalidade". "No mês de setembro prestaremos informação final sobre a ação", sublinha a ACT.

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Recorde-se que em fevereiro esta autoridade inspecionou 42 locais de trabalho (estúdios e sedes de produtoras de televisão) onde foram identificados 163 falsos prestadores de serviço. No mês seguinte, visitou 35 empresas (canais de televisão e rádio, públicos e privados, e imprensa escrita de âmbito nacional) onde foram descobertos 404 casos de falsos recibos verdes. Aqui, recorde-se, e de acordo com a direção do Sindicato dos Jornalistas, mais de duzentas situações foram identificadas na RTP. Entre estes casos, estavam dezenas de jornalistas.

Agora, a empresa pública, sabe o CM, poderá utilizar o Programa de Regularização Extraordinária de Precários no Estado para repor a legalidade. A votação final desta proposta de lei deve ter lugar no Parlamento no início de setembro.

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Prótoiro critica diretor da RTP 

Depois de Daniel Deusdado, diretor de programas da RTP, ter afirmado "não ser boa prática do serviço público transmitir espetáculos com maus-tratos a animais" e que o objetivo é diminuir o número de transmissões de touradas na antena do canal público, a Prótoiro, em comunicado, afirma que Deusdado "confunde a sua posição pessoal com a da instituição" que representa e que "está a utilizar o cargo que ocupa para cumprir uma agenda pessoal, algo que é deontologicamente inaceitável". "Esta postura não é compatível com um servidor público, que deve respeitar a legislação e a pluralidade de opiniões", diz a associação.

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