CBS News substitui produtora executiva do "60 Minutes" à procura de "uma nova abordagem"

Produtora executiva Tanya Simon vai deixar o cargo cerca de um ano depois de ter assumido a função, depois de 30 anos no histórico programa de domingo à noite.

29 de maio de 2026 às 00:23
Também foram despedidas as correspondentes Sharyn Alfonsi e e Cecília Vega Foto: Mark Lennihan/AP
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A CBS News substituiu a produtora executiva do programa de investigação "60 Minutes", nomeando para o cargo Nick Bilton, jornalista de tecnologia e documentarista de longa data, com a estação norte-americana a defender "ser tempo de uma nova abordagem"

A produtora executiva Tanya Simon vai deixar o cargo cerca de um ano depois de ter assumido a função, depois de 30 anos no histórico programa de domingo à noite.

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As mudanças encerram um período turbulento para o conceituado programa jornalístico, que estreou em 1968 e é conhecido pelo seu cronómetro.

Numa declaração à equipa, a editora-chefe da CBS News, Bari Weiss e o presidente da CBS News, Tom Cibrowski, sublinharam esta quinta-feira que o seu objetivo é "construir um programa que prospere no século XXI".

"Isto exige uma nova abordagem", escreveram Weiss e Cibrowski, definindo-a como "expandir o '60 Minutes' para além de uma transmissão televisiva de uma hora, aprofundando o seu papel na CBS News e mantendo tudo o que produz com a ambição, imparcialidade e ousadia que definiram o '60 Minutes' nos seus melhores momentos".

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Bilton, sublinharam os responsáveis, "personifica a energia e a ambição que animaram os fundadores do programa".

O novo responsável pelo programa é também ex-colunista de tecnologia do New York Times.

Também foram despedidas as correspondentes Sharyn Alfonsi, cujo segmento sobre os deportados do Governo de Donald Trump numa prisão salvadorenha foi abruptamente retirado do ar por Weiss, sendo exibido um mês depois, e Cecília Vega, segundo adiantou à agência Associated Press (AP) fonte ligada ao processo.

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Ações drásticas como as anunciadas esta quinta-feira eram amplamente esperadas de Weiss, fundadora do 'site' Free Press.

Desde que foi contratada em outubro pela nova direção da Paramount Global, empresa-mãe da CBS, rapidamente se tornou uma figura central e controversa no jornalismo.

Num longo memorando para a equipa, Bilton, que assume o novo cargo sem experiência tradicional em televisão, afirmou que o "60 Minutes" é, "sem exagero, a marca de jornalismo televisivo mais importante que este país já produziu".

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Em julho do ano passado, para descontentamento de muitos no programa, a Paramount fez um acordo extrajudicial com o Presidente Donald Trump depois de este ter processado o "60 Minutes" pela forma como o programa conduziu uma entrevista com Kamala Harris, sua adversária nas eleições de 2024.

Em dezembro, o programa, sob a direção de Weiss, adiou à última hora a exibição da reportagem de Alfonsi sobre os deportados, alegando que era necessário um esforço maior para garantir uma entrevista com os responsáveis governamentais.

Alfonsi queixou-se em privado que a decisão foi política. A reportagem foi transmitida um mês depois com comentários adicionais do Governo, mas sem entrevistas em frente às câmaras com as autoridades.

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O episódio, e outros, fizeram com que os críticos observassem atentamente se Weiss está a conduzir a estação numa direção favorável a Trump.

Desde a sua nomeação, os responsáveis da administração Trump têm aparecido com mais frequência na CBS News, em entrevistas que Weiss, por vezes, ajudou a organizar, de acordo com a AP.

O próprio Presidente republicano foi entrevistado por Norah O'Donnell no programa "60 Minutes", em 02 de novembro.

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