Comissão de Trabalhadores da RTP critica processo de reformulação da imagem e das marcas

Comissão considera que tem havido uma "comunicação deficiente e insuficiente envolvimento dos trabalhadores".

02 de abril de 2026 às 15:28
RTP Foto: Direitos Reservados
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A Comissão de Trabalhadores da RTP alertou esta quinta-feira para "o mal-estar" provocado pela reformulação da imagem e das marcas, "em particular no contexto da rádio", e considera que tem havido uma "comunicação deficiente e insuficiente envolvimento dos trabalhadores".

"Foi novamente referido o mal-estar provocado pelo processo de reformulação da imagem e das marcas, em particular no contexto da Rádio", indicou hoje em comunicado a CT da RTP, depois de se ter reunido na segunda-feira com o Conselho de Administração.

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A CT da RTP diz ter alertado para "a forte envolvência emocional associada" ao processo de reformulação da imagem e das marcas, bem como para os "receios profissionais que provoca nos trabalhadores", considerando que "tem existido comunicação deficiente e insuficiente envolvimento dos trabalhadores da RTP".

"Segundo o Conselho de Administração, o objetivo é assegurar que, no digital e nas redes sociais, o público identifique claramente a origem dos conteúdos produzidos", lê-se, acrescentando ainda que "o processo está em curso há cerca de um ano e meio".

Segundo a mesma nota, hoje divulgada, a administração da estação pública disse que "não pretende retirar relevância às marcas da Rádio, mas sim protegê-las no ecossistema digital, com reforço de capacidades e melhores condições técnicas".

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"O Conselho de Administração sustenta que estas alterações não implicam mudanças nos processos de trabalho e, por esse motivo, não está obrigado a solicitar parecer à Comissão de Trabalhadores", lê-se no comunicado.

No que respeita à afirmação do ministro da Presidência, António Leitão Amaro, relativamente às primeiras 94 saídas voluntárias, a administração afirmou que "praticamente todos os diretores --- exceto um ou dois casos --- consideraram que seria possível acomodar essas saídas sem necessidade imediata de novas entradas".

"Contudo, concluída a segunda vaga, que elevou o total para 135 trabalhadores, foi já identificada a necessidade de reforço de pessoal, tendo sido solicitada a entrada de 34 trabalhadores", refere a mesma nota, indicando, no entanto, que a execução está "dependente da aprovação do Plano de Atividades e Orçamento (PAO), sem a qual não poderá avançar".

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A CT da RTP diz ainda ter questionado sobre o novo processo de saídas voluntárias, com o Conselho de Administração a indicar que "no início de abril serão realizadas as diligências necessárias para ultimar a proposta a entregar ao Governo".

"Entendemos que o rácio de quatro saídas por uma entrada é completamente desajustado, atendendo às dificuldades de recursos humanos já atualmente verificadas", defende ainda a CT da RTP.

Quanto aos centros regionais da Madeira e dos Açores, a CT diz ter manifestado "várias preocupações", nomeadamente a nível de recursos humanos, "consequência direta das saídas voluntárias não substituídas, reformas e baixas médicas prolongadas, refletindo-se num uso significativo de trabalho suplementar".

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"Foram ainda reportados problemas técnicos e logísticos: falhas nos cartões biométricos, falta de computadores de sala e falta de estrados para câmaras, comprometendo o desempenho das equipas", aponta ainda a CT na mesma nota, referindo que todas estas matérias continuam dependentes da aprovação do PAO", que está dependente do Ministério da Presidência.

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