Dei-te Quase Tudo até caso de incesto

'A Bomba’ podia ser o título adequado para a nova novela da TVI, como durante tanto tempo veio na Imprensa. Mas a estação preferiu chamá-la ‘Dei-te Quase Tudo’, uma produção arrojada, não fosse o incesto a base de toda a história de Tó Zé Martinho.

05 de dezembro de 2005 às 00:00
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O amor entre dois irmãos, protagonizados por Vera Kolodzig e Pedro Granger, é o prato forte da novela mais cara de sempre da estação e que tem a difícil responsabilidade de substituir ‘Ninguém como Tu’.

José Eduardo Moniz aposta forte nesta novela mais cara de sempre. Por isso, é natural que o realizador e coordenador do projecto, André Cerqueira, assuma com toda a frontalidade: “Do ponto de vista estético, queremos realizar a melhor novela de sempre.”

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Fernanda Serrano gravou em Angola, a reconstrução do 25 de Abril de 1974 foi feita ao pormenor e as filmagens desdobram-se entre Lisboa, Porto e Aveiro. Significa isto dizer que a estação não tem olhado a meios para conseguir que ‘Dei-te Quase Tudo’ seja líder de audiências.

AMOR IMPOSSÍVEL

A trama começa nos anos 70, em plena revolução dos cravos e, depois, é ‘arrastada’ para a actualidade. No centro, está o amor impossível entre dois jovens que acabarão por descobrir que são irmão.

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O canal de Queluz de Baixo ‘recuperou’ Vera Kolodzig, actriz que se revelou em ‘Jardins Proibidos’. A jovem é a protagonista que, com Pedro Granger, vive a relação a que todos se opõem. Este amor impossível é agravado pela rivalidade entre ‘Carlos’ (Luís Esparteiro) e ‘João’ (António Capelo). Os irmãos ficaram com um ódio de morte recíproco. Na base do conflito os ideais políticos que emergiram com o advento do 25 de Abril. O ódio intensifica-se quando ‘João’ descobre que a namorada, ‘Isabel’ (Margarida Marinho), o trai... com o próprio irmão. Na actualidade, um vive no Porto e o outro em Lisboa, motivo bastante para alimentar a rivalidade Norte-Sul.

Para conquistar o público, José Eduardo Moniz foi buscar Fernanda Serrano, que promete voltar a ser uma referência. Na pele da pediatra ‘Ana Maria’, a interpretação da actriz vale pelo dramatismo da personagem: em pequena e agarrada ao seu urso de peluche, vê os pais morrerem assassinados. Hoje, volvidos 31 anos, regressa a Angola para percorrer os lugares da sua memória. E é nesse país africano que encontra o amor.

O drama dos professores sem colocação, os desempregados de longa duração, a violência doméstica, aliada ao alcoolismo, e a leucemia são alguns dos temas explorados na nova novela de Tozé Martinho, onde também não faltam pinceladas de humor. José Pinto e Maria Dulce são dois dos actores que prometem divertir.

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LUÍS ESPARTEIRO

‘Carlos Capelo’ casou com ‘Isabel’, namorada do seu irmão ‘João’. Tem três filhos. Não é má pessoa, mas enveredou por caminhos errados.

VERA KOLODZIG

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‘Joana’ é filha de ‘Carlos’ e ‘Isabel’. Apaixona-se por ‘Rodrigo’, desconhecendo que, na realidade, é seu irmão. Quer estudar em Aveiro e enfrenta o pai. O amor que nutre por ‘Rodrigo’ é ainda assombrado pela suposta gravidez da ex-namorada deste.

PEDRO GRANGER

Bonito e conquistador, vive um romance com ‘Joana’, a que todos se opõem. Por isso, resolve fugir com ela. Foi adoptado por ‘João’, que o trata como um filho.

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FERNANDA SERRANO

Prima de ‘Carlos’ e ‘João’, ‘Ana’ é pediatra, nasceu em Angola e assistiu ao homicídio dos pais. Regressa a África, onde encontra o amor. Mantém um relacionamento fraterno com os primos.

ANTÓNIO CAPELO

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Quando ‘Isabel’ o deixou para ficar com o seu irmão, ‘João’ abandonou tudo e foi viver para o Porto, passando a odiar ‘Carlos’. Professor de Português, vive o drama do desemprego.

MARIA JOÃO LUÍS

‘Sílvia’ e mãe de ‘Rodrigo’. Engravidou de ‘Carlos’, que não reconhece a paternidade de ‘Rodrigo’. Com ‘João’, nutre mais amizade do que paixão e amor. Adora o filho e a filha ‘Cila’, que tem um núcleo de amizades no Porto, sua cidade natal.

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