Distribuição de jornais luta para voltar à normalidade nos locais afetados pelas tempestades
VASP garante que os distribuidores chegaram a fazer o dobro dos quilémetros para assegurar entregas e recolhas nos locais afetados pelas tempestades.
Rui Moura, admnistrador da VASP, esclareceu as queixas sobre o atraso na distribuição das publicações de imprensa nacional nos dias e regiões afetados pela tempestade, afirmando que esta foi uma situação em que "todos perderam" e que ainda não regressou totalmente à normalidade.
"Perderam os pontos de venda - muitos dos quais nem sequer conseguiram abrir, perderam os distribuidores. Com estradas, pontes e comunicações cortadas, árvores derrubadas e vias inundadas foi complicado assegurar a distribuição em algumas zonas do Vale do Tejo, do Sado e do Mondego, e a região de Leiria logo a seguir à tempestade Kristin. Até o nosso pólo de distribuição de Leiria foi afetado - ficou sem portas nem janelas com a passagem da depressão Kristin - mas, mesmo assim, os distribuidores fizeram, em certos casos, mais do dobro dos quilómetros para conseguir fazer chegar as publicações aos pontos de venda", começa por dizer.
"Muitos destes pontos também não puderam abrir portas, ou as pessoas não conseguiam passar para comprar jornais. Foi uma situação de excepção, em que todos saíram a perder", afirmou Rui Moura.
"Houve um caso em Montemor-o-Velho, em que a papelaria esteve três dias fechada e não recebeu os jornais, apesar do distribuidor ter andado a fazer semi-círculos e ter feito o dobro dos quilómetros para conseguir lá chegar. Mas sei que a situação foi reposta segunda-feira, apesar da entrega ser feita de galochas . Põe-se aqui outro problema, que é o das recolhas das sobras, que também não foi feita. Os comerciantes têm receio que lhes seja debitado o valor destas publicações não recolhidas, mas já estamos a entrar em contacto com os pontos de venda e a responder aqueles que nos contactam", refere Rui Moura, lembrando que "embora o normal seja recolher os jornais diários no dia seguinte, os prazos de recolha são sempre mais alargados" e que "para casos excepcionais há sempre soluções excepcionais", adiantou.
Como este, garante Rui Moura, houve "dezenas de outras situações idênticas". "Houve pontos de entrega ficaram debaixo de água - há inclusivamente produto deteriorado", lembra, frisando que "a distribuição de jornais é provavelmente uma das operações mais complexas que se faz no País": "acontece 365 dias por ano, durante a noite, com um limite horário muito apertado, por todo o País. Tudo o que tem acontecido, desde a falência das editores, aos cortes nas gráficas e à própria mudança nos hábitos de compra, não tem sido fácil".
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