É TEMPO DE MUDAR

É a apresentadora do renovado concurso Miss Portugal 2004, que cabe à SIC transmitir em data a anunciar. Na sequência de um percurso de sucesso, a profissional aposta forte na modernização deste novo formato.

19 de fevereiro de 2004 às 00:00
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Correio da Manhã – Ficou contente com o convite para apresentar o Miss Portugal 2004?

Sílvia Alberto – Fico muito contente com a ideia de tentarmos um novo formato para um evento com vários anos, que me acompanha desde a infância, na RTP 1, e que agora está na SIC. Apesar de ser tudo muito repentino e ainda não conhecer muito bem os moldes do novo formato, estou com uma grande expectativa.

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O director de programas da SIC, Manuel Fonseca, disse que a Sílvia era a “mais promissora estrela da SIC”...

– (risos) Muito me lisonjeia ser vista com tanta generosidade e, da parte do Manuel Fonseca, vejo o galanteio como um incentivo ao meu trabalho. E é isso que eu agradeço. A SIC, até agora, tem tido muito em conta os programas com os quais me identifico e que me dão prazer, sem fugir ao meu estilo. Espero que o facto de me cederem estes projectos contribua para aumentar os meus conhecimentos de forma a evoluir como apresentadora.

Mas sente o peso da responsabilidade?

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– Não quero pensar que esses adjectivos possam ter um maior peso do que o esforço do meu trabalho. Se me preocupar com o peso de uma posição, então poderia perder a minha naturalidade e genuinidade e ficaria inibida. Quero continuar a fazer o meu trabalho sem pretensões de nenhum título.

Essa naturalidade marca um estilo?

– Sim, de certa forma o que trouxe para o ‘Flash’ e ‘Êxtase’ foi a minha forma de estar e eu sou, de facto, descontraída. Se a naturalidade pode ser um contributo – e espero que seja, já que acredito que esse é o caminho – então sim, talvez se possa falar no meu estilo. Não é uma Sílvia inventada.

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A apresentadora de um concurso de misses tem que ter um espírito em particular?

– Sim, cada programa é um mundo e deve ser trabalhado de uma forma específica. Uma apresentadora de um Miss Portugal tem de ir ao encontro dos objectivos deste programa e deveria passar por ajudar à transformação de um evento tradicional num formato mais adaptado aos nossos tempos. Espero ver muita jovialidade neste concurso e ajudar a contribuir para valorizar a componente de espectáculo.

Disse que se lembrava das Misses em criança. O que recorda?

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– Lembro-me da vitória da Carla Caldeira, nem sei muito bem porquê (risos). Lembro-me de alguma formalidade, de muitas mesas, da gala, do Eládio Clímaco a apresentar e dos desfiles, em fato-de-banho, vestido de noite...

É preciso modernizar?

– Claro, é tempo de mudar. Mesmo.

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Agradar-te-ia a ideia de apresentar o programa em dupla?

– Ainda não falei com a Fremantle [produtora] e está tudo no segredo dos deuses. Mas gostaria. A dupla do ‘Ídolos’ fez um trabalho positivo e é mais prazeiroso dividir o trabalho.

Sendo que o Pedro Granger está em Nova Iorque, lamenta que não seja ele o co-apresentador?

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– Entristece-me muito. Porque acredito que em equipas vencedoras não se mexe. Não quer dizer que não se faça um óptimo trabalho com outro colega, mas tem muito a ver com o espírito do projecto em si e com a partilha das emoções.

"PREPAREM-SE! A COMPETIÇÃO É RENHIDA"

Quais devem ser os requisitos de uma Miss Portugal?

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– Deve ser um símbolo de beleza e de inteligência que agrade a todos os portugueses. Deve ser alguém com um carácter e uma personalidade fortes e deve transparecer um pouco da realidade do nosso País. Gostaria muito de ver a Miss como uma embaixadora de Portugal, cuja imagem nos desse orgulho e nos dignificasse.

Uma Miss poderá ter espaço no mundo da televisão ou da moda?

– Porque não? Quando se fala em moda, televisão, teatro, está-se a falar sobretudo de talento. Seria bastante cruel limitar uma Miss apenas ao que o título designa. Acima do título está a pessoa e ela pode muito bem superar o estereótipo de beleza com outras capacidades. Há motivações diferentes entre quem concorre a este concurso e este primeiro passo até pode muito bem ser o caminho.

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Um conselho para a Miss Portugal 2004?

– Ai, ai... (risos) Vou mesmo dizer: preparem-se! Qualquer candidata tem que estar muito bem preparada, tanto física como psicologicamente. A competição será muito renhida. É muito importante que todas as candidatas estejam atentas não só à formação do corpo, como também da mente.

Na televisão, começou com o 'Clube Disney’, programa infantil ao qual se seguiu o 'Clube Europa', na RTP 1. Mas foi na SIC que Sílvia Alberto ganhou projecção. É radical, extrovertida e muito expressiva. Trunfos que marcaram os programas que lhe deram fama na estação de Carnaxide: 'Flash', 'Mousse Caseira', 'Campeões Nacionais’, 'Êxtase' e, mais recentemente e ao lado de Pedro Granger, 'Ídolos'. Aquela a que chamam de nova namoradinha de Portugal rejeita títulos, mas reconhece um estilo próprio, descontraído e jovial, que pretende manter na apresentação do Miss Portugal 2004. O curso de Publicidade e Marketing, na Escola Superior de Comunicação Social, e o teatro amador, em ‘teenager’, foram paixões adiadas em nome de uma força maior que a empurrou para a televisão. Onde parece ter encontrado o seu lugar cativo.

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