ERC diz que há trabalho importante para fazer na literacia mediática

Em causa está a verificação de conteúdos desinformativos com os sistemas de IA.

06 de maio de 2026 às 18:04
Entidade Reguladora para a Comunicação Social Foto: Helena Poncini
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A membro da ERC Carla Martins admitiu esta quarta-feira que é cada vez mais difícil detetar conteúdos desinformativos com os sistemas de IA e defendeu que há um trabalho importante para fazer na literacia mediática.

A responsável da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) falava na abertura do congresso da APDC (Digital Business Congress), que se realiza esta quarta e quinta-feira no Fórum Tecnológico de Lisboa (LISPOLIS), sob o mote "A Europa na Era Digital - O Equilíbrio entre Soberania, Segurança e Inovação".

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"Estamos a assistir a uma sofisticação" dos conteúdos feitos por inteligência artificial (IA) generativa, o que "torna difícil detetar que são 'deepfakes'", referiu.

Ou seja, "torna-se cada vez mais difícil com estes sistemas de IA detetar um conteúdo desinformativo, isso dificulta mais o combate a este tipo de conteúdos", sublinhou Carla Martins.

A membro do Conselho Regulador da ERC defendeu que "há um trabalho muito imporante para fazer" em termos de literacia, "há uma oportunidade para uma afirmação de jornalismo independente de qualidade".

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Alertou ainda para o risco sistémico na confiança da informação: "É algo que nos preocupa".

Antes da sua intervenção foi feita uma homenagem a Francisco Pinto Balsemão.

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