GLÓRIA PEREZ PAGA CADA SUCESSO COM DRAMA PESSOAL

Com uma carreira cheia de êxitos na televisão brasileira, a novelista Glória Perez tem sofrido duros golpes na sua vida pessoal. Como se, numa cruel troca com o destino, ela tivesse que pagar cada sucesso com dor.

02 de dezembro de 2002 às 00:02
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Foi assim em 1992, quando, no auge de ‘De Corpo e Alma’, a sua filha, a actriz Daniela Perez, então com 21 anos, foi brutalmente assassinada por Guilherme de Pádua. É assim agora, dez anos depois, quando, após o retumbante sucesso de ‘O Clone’, perde o filho Rafael, vítima de complicações cirúrgicas.

Rafael Ferrante Perez, de 25 anos, morreu quinta-feira, no Hospital Santa Lúcia, em Brasília, como o CM noticiou em primeira mão. Internado dia 18 com uma ‘torsão intestinal’ (Diverticulite), foi operado e, aparentemente, fazia uma boa recuperação. Porém, quarta-feira (27), o seu estado agravou-se e os médicos decidiram-se por nova intervenção cirúrgica, realizada na altura. No dia seguinte, Rafael não resistiu à grave infecção que sobreveio e morreu cerca das 15h00 locais. Foi sepultado sexta-feira num cemitério de Brasília, numa cerimónia discreta. Glória Perez e todos os presentes acompanharam o enterro em silêncio, numa espécie de estado de choque colectivo.

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As várias tragédias que têm ensombrado a vida de Glória Perez caracterizam-se, entre outras coisas, pelas coincidências que as rodeiam.

DURAS COINCIDÊNCIAS

Em 1992, quando Daniela foi assassinada com 17 golpes de tesoura num matagal da avenida das Américas (Rio de Janeiro), pelo também actor e seu par romântico na novela, Guilherme de Pádua e sua mulher, Paula de Almeida Tomás, Glória vivia o melhor momento da sua carreira. Era co-autora de ‘De Corpo e Alma’, trabalho que a projectou como escritora. Este ano, com ‘O Clone’, alcançou o seu maior sucesso de sempre como autora de novelas, com reconhecimento internacional.

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As duas tragédias também ocorreram em datas especiais, em que a escritora se sentia mais feliz. Daniela foi morta dia 30 de Dezembro, quando a família, após o Natal, se preparava para passar junta o final de ano.

Dez anos depois, Glória Perez tinha acabado de comemorar os 80 anos de sua mãe, Maria Augusta Ferrante Rebelo, dia 26, precisamente dois dias antes da morte de Rafael que, por seu turno, tinha completado 25 anos no dia 3. Mas o destino quis ir mais além na sua estranha cobrança e fez com que Rafael falecesse dia 28, exactamente quando toda a família estava reunida e feliz, para comemorar os 30 anos que o terceiro e agora único filho de Glória, Rodrigo, completou nesse dia.

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