Marcelo mostra-se preocupado e pede soluções para a crise nos media

Presidente quer que Estado incentive a leitura de jornais por jovens.

03 de setembro de 2019 às 08:52
Marcelo Rebelo de Sousa em mais uma edição da Feira do Livro de Belém, nos jardins do Palácio de Belém Foto: Lusa/Rodrigo Antunes
Marcelo Rebelo de Sousa Foto: Lusa
Marcelo Rebelo de Sousa Foto: Lusa

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O Presidente da República voltou a mostrar-se preocupado com o futuro da comunicação social em Portugal. Marcelo Rebelo de Sousa defendeu a criação de incentivos do Estado aos media para fazer face à crise do setor, que considera essencial para o fortalecimento da democracia.

Para o Chefe de Estado, a solução não pode passar pela aplicação de medidas como o inventivo à leitura de jornais por jovens e nas escolas, o financiamento de assinaturas ou o desagravamento fiscal, tal como as associações representativas do setor têm proposto anualmente.

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"As soluções têm de ser isentas, imparciais, sem contaminação política ou económico-financeira, adotadas pelo Parlamento consensualmente e não podem ser decisão de um Governo", afirmou Marcelo na Feira do Livro de Belém.

O Presidente da República considerou as quebras na venda de jornais e o facto de as televisões estarem reféns das audiências um "problema económico-financeiro".

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"Sem meios é muito difícil garantir a sustentabilidade e não há uma democracia forte se não houver uma comunicação social forte, dinâmica e a longo prazo, e não se consegue isso a pensar na sobrevivência".

Marcelo, que em maio já tinha chamado a "atenção dos legisladores para se debruçarem sobre o tema" e pediu um "programa de emergência" para o setor, lamentou ainda "andar há três anos a pregar quase no deserto", uma vez que "todos concordam com o diagnóstico da situação".

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