Marco Galinha diz que apresentou "proposta que permitiria resolver no imediato" parte dos problemas do Global Media
Empresário admitiu que durante o tempo em que foi presidente da Comissão Executiva em nenhum momento se verificou uma situação de salários em atraso.
Marco Galinha, antigo presidente da Comissão Executiva do Global Media Group, esclareceu, esta quinta-feira, em comunicado, a situação do grupo após ter estado na comissão parlamentar, na terça-feira, e garantiu que apresentou "uma proposta que permitiria resolver no imediato algumas das situações mais urgentes", não tendo até ao momento obtido qualquer resposta.
Em comunicado, ao qual o CM teve acesso, Marco Galinha afirma que investiu 16 milhões de euros no Global Media Group convicto da excelência daquele projeto e da sua importância para o fortalecimento da comunicação social.
"O Global Media Group não tem um passivo de 50 milhões de euros e é falso que tenham surgido mais cinco milhões de euros de dívidas em faturas para além do que já tinha sido identificado durante a due diligence realizada pelo WOF", asseverou ainda o antigo presidente da Comissão Executiva do GMG.
Lembre-se que, na audição parlamentar decorrida na terça-feira, o presidente executivo (CEO) da Global Media (GMG), José Paulo Fafe, afirmou que a empresa tem um passivo acumulado de quase 50 milhões de euros, "tem dívidas a fornecedores que não estavam na 'due diligence' [investigação] de cinco milhões de euros, um grupo que vai fechar o ano" com prejuízos de "sete milhões de euros".
Agora, em comunicado, Marco Galinha, que também foi ouvido no mesmo dia pela comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, refere que o grupo não tem aquele montante de passivo e mantém que o World Opportunity Fund - WOF está em incumprimento.
Marco Galinha admitiu ainda que durante o tempo em que foi presidente da Comissão Executiva em nenhum momento se verificou uma situação de salários em atraso e que "quando o novo acionista começou por incumprir as suas responsabilidades", adiaram "as verbas necessárias para garantir o cumprimento dos primeiros dois meses da massa salarial de todo o grupo".
Recorde-se que o empresário, ouvido na Assembleia da República na terça-feira, contrariou a ideia de que a GM atravessa uma situação financeira “gravíssima”. “Não pode ser tão má assim, havia bastantes propostas de compra, só eu recebi quatro propostas”, revelou. Os trabalhadores da Global Media concentraram-se na quarta-feira em Lisboa e no Porto em protesto contra os salários em atraso e o despedimento coletivo que a empresa pretende levar a cabo caso o programa de rescisões não resulte. A paralisação contou com a participação de elementos do ‘Diário de Notícias’, ‘Jornal de Notícias’, TSF, ‘O Jogo’, ‘Dinheiro Vivo’ e da gráfica Naveprinter, assim como de outros órgãos de comunicação social, que se mostraram solidários.
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