Morreu o cartoonista dos bonecos gordos Guillermo Modrillo
Guillermo Mordillo tinha 86 anos e estava em Maiorca, Espanha, onde passava grandes temporadas.
Morreu Mordillo. O cartoonista que gostava de desenhar animais gordos – e cujo humor dispensava o uso da palavra – morreu este domingo aos 86 anos, em Maiorca, Espanha, onde costumava passar grandes temporadas.
Nascido a 04 de agosto de 1932 em Buenos Aires, Argentina, filho de imigrantes espanhóis, Guillermo Mordillo mostrou muito cedo a queda para o desenho.
Formou-se na Escuela de Dibujantes – agora chamada Escola dos Comics – e aos 23 anos deixou a Argentina para tentar a sua sorte pelo Mundo.
Trabalhou como ilustrador no Peru, depois em Nova Iorque (colaborou nos filmes do Popeye), Espanha e, finalmente, Paris, onde se instalou na década de 60 e ganhou fama como cartoonista das revistas ‘Paris Match’ e ‘Marie Claire’.
Como não sabia francês, optou por não usar palavras nos cartoons – o que potenciou o seu reconhecimento internacional.
De humor consensual, evitava a política e a atualidade, concentrando-se antes nas relações entre as pessoas, no sexo ou no futebol, desporto que adorava.
Ao longo de 50 anos, Mordillo ilustrou livros infantis, concebeu campanhas publicitárias, cartões comemorativos e incontáveis cartoons. Ganhou prémios importantes, como o Phoenix de Humor e a Palma de Ouro de San Remo.
"Desenho com aquilo que sonho. Acho que devo o meu sucesso ao facto de as pessoas sonharem as mesmas coisas que eu", disse, numa entrevista de 2016.
Deixa mulher e dois filhos.
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