NUNCA FUI TÃO FELIZ!

Aos 25 anos, a actriz brasileira vive um tórrido romance com o músico Falcão e diz que nunca foi tão feliz como mulher, já que pela primeira vez sente ter um homem ao seu lado. Quanto à sua popularidade em ‘Celebridade’, diz que nunca pensou em ser famosa…

07 de agosto de 2004 às 00:00
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Na sala de sua casa no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, Deborah Secco parece determinada. Aceita dar entrevista, posa para fotos, mas avisa: falar sobre o actual namorado, Marcelo Falcão, vocalista da banda O Rappa, nem pensar. Nem mesmo quando folheou uma entrevista do seu mais-que-tudo a uma revista masculina.

Com a publicação nas mãos, sorriu, chamou-o de lindo enquanto acariciava a foto, sussurrou um singelo “eu te amo”, beijou a imagem de Falcão na revista sobre a mesa de jantar e voltou a saltar para a sessão de fotos. Tudo sem pronunciar o seu nome.

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Tem sido assim, contraditória, a nova fase da actriz, de 25 anos. Ao mesmo tempo que evita falar sobre o tórrido romance iniciado em Fevereiro, não consegue esconder a paixão que a tem feito ir atrás de Falcão em todos os espectáculos internacionais do grupo.

Foi assim até na digressão aos Estados Unidos em Abril passado. “Tenho pela primeira vez uma pessoa que eu admiro 100%, que quero 100%, tudo 100%. Não tem aspecto que deixe a desejar”, afirma a actriz, que, para acompanhar o músico aos EUA, faltou ao lançamento da sua boneca em São Paulo e mudou o seu roteiro de gravação na novela.

O empenhamento é tanto que, com apenas um mês de namoro, tatuou no pé direito a frase ‘Falcão, amor verdadeiro, amor eterno’ “Como mulher, sou feliz como nunca fui. Pela primeira vez sinto ter um homem ao meu lado”, diz. Com delicadeza, a actriz, ex-mulher do director da Globo Rogério Gomes, atenua o impacto dos romances com Maurício Mattar, Marcelo Faustini, e os recentes Dado Dolabella e Marcelo Faria.

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MENINA RECATADA

A nova relação parece ter o poder de fazer Deborah revelar características que até hoje ninguém conhecia. Primeiro, ela garante: nunca foi namoradeira. “Sou recatada para a minha idade. Sou incapaz de passar a noite com um cara sem saber se no dia seguinte vou poder ligar para ele. Isso não existe”, afirma.

Outra novidade: Deborah Secco, alvo de fotógrafos onde quer que vá, principalmente nos shows do Rappa, odeia aparecer. “Nunca quis ser famosa, sempre quis ser actriz”, garante a intérprete da espevitada Darlene na novela ‘Celebridade’.

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Pela carreira, faz concessões como pintar o cabelo de uma cor que tanto a associa ao rótulo de ‘sexy’. Um equívoco, segundo ela. “Odeio ser loura, mas se a maioria das meninas como a Darlene pinta o cabelo de louro, ok, vamos pintar”, explica. Jogar por terra a ideia de que gosta de roupas sensuais e de marca é outro de seus objectivos. “De dia, uso as bermudas do meu irmão e chinelo”, diz esta mulher, que é dona de um ‘closet’ exclusivo para calçado organizado por cor e estilo.

Para os amigos, a actriz está mais madura desde o fim de seu namoro com Dado, em Outubro do ano passado. “Vejo a Deborah mais forte, diferente até na escolha do namorado. O Falcão não é ligado a esse mundo de fama e aparências”, diz a produtora de eventos Joana Braga, a melhor amiga da actriz.

A colega de elenco Juliana Paes afina pelo mesmo diapasão. “Ela está mais segura de quem é e do poder que tem para influenciar as pessoas”, diz a Jaqueline Joy de ‘Celebridade’.

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SEM RIVALIDADE

Longe de uma possível rivalidade alimentada até no desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, quando as duas foram consideradas musas do Carnaval, as amigas Deborah e Juliana compartilham uma coincidência. Ambas começaram a namorar no mesmo dia: 13 de Fevereiro, num evento musical no Rio.

“Nem vi a Deborah lá, mas foi o dia que conheci meu namorado (o empresário Carlos Eduardo Batista) e ela encontrou o Falcão”, lembra Juliana. A amiga só se preocupa um pouco com o jeito impulsivo da namorada do líder do ‘Rappa’. “Vejo ela falando que quer casar, ter filhos. Tenho medo por ela, digo para esperar um pouco”, revela.

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Deborah pode até tentar, mas não consegue deixar de repetir os planos que já fez durante antigos e recentes relacionamentos. “Não vou desistir de ter uma pessoa para envelhecer comigo”, conta. O maior sonho da actriz, portanto, permanece intacto, e não é diferente do da maioria das mulheres. “Quero muito casar na igreja, ser eternamente fiel ao meu marido, cozinhar, lavar, ter filhos”, diz.

Enquanto isso não acontece, ela curte os momentos em que está sozinha em seu ‘home theater’ com o seu tapete felpudo, ou no jacuzzi ao lado da piscina da casa que decorou pessoalmente, após se separar de Rogério, em 2001.

É sozinha que a actriz exercita um outro lado desconhecido: o de escritora. “Já escrevi um romance, dois policiais, umas 300 poesias e estou escrevendo um livro infantil”, informa. Mas a produção, que em termos de quantidade causaria inveja a qualquer escritor, deve permanecer desconhecida do público. “Não vou publicar.

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O Brasil não gosta de quem faz mais de uma arte”, justifica a actriz, que, após se estrear no cinema em ‘A Cartomante’, fará o próximo filme de Jorge Furtado, ‘Meu Tio Matou um Kara’.

Realizada na vida profissional, a filha de Sílvia Secco tem seguido os ensinamentos que aprendeu com a mãe graças a uma tragédia familiar. Quando Deborah tinha um ano, a sua irmã Ana Luiza, na época com cinco, morreu de complicações decorrentes de um choque anafiláctico.

O trauma acabou por dar à família uma nova filosofia de vida. “A vida é curta. Sempre preferi que os meus filhos fizessem tudo”, diz a mãe de Deborah, que tem ainda mais dois ‘rebentos’, Bárbara, 23, e Ricardo, 31. A filha mais famosa concorda. “Sou mais uma menina de 25 anos tentando viver uma vida comum”, diz ela.

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E na vida comum a actriz garante que já está realizada, graças sobretudo ao namorado. “Não quero desmerecer quem passou pela minha vida, mas independente do futuro, só por ter achado essa pessoa especial já valeu. No capítulo amor, já me dou por satisfeita. Podia morrer amanhã que morreria feliz”, conclui.

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