Polémico Artigo 6.º da Carta Portuguesa de Direitos Humanos na Era Digital vai continuar na gaveta

Propostas de alteração do PS e PAN baixaram à comissão em julho, mas nunca foram discutidas.

07 de dezembro de 2021 às 08:51
Parlamento Foto: Mariline Alves
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Não será tão depressa que iremos ouvir falar novamente no artigo 6º da Carta Portuguesa de Direitos Humanos na Era Digital, que tanta polémica causou e que levou até o Presidente da República a pedir um parecer do Tribunal Constitucional.

Em julho, as propostas do CDS-PP e da Iniciativa Liberal (IL) de revogação do diploma foram rejeitadas, enquanto as propostas de alteração do PS e do PAN baixaram à especialidade por 60 dias. Contudo, com a aproximação das eleições Autárquicas e, mais tarde, com a anunciada dissolução da Assembleia da República, a análise do artigo 6º em comissão parlamentar foi consecutivamente adiada. Luís Marques Guedes, presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, confirmou ao CM que “já não haverá qualquer trabalho legislativo até às eleições”, agendadas para 30 de janeiro, o que significa que só a partir de fevereiro a agenda parlamentar será restabelecida e as possíveis mudanças na lei analisadas.

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O artigo 6º diz respeito ao direito à proteção contra a desinformação e refere que o Estado “apoia a criação de estruturas de verificação de factos por órgãos de comunicação social devidamente registados” na ERC e incentiva a “atribuição de selos de qualidade por entidades fidedignas dotadas do estatuto de utilidade pública”. Na sua proposta, o PS considera que o diploma, que muitos acreditam ser uma nova forma de censura, “carece de regulamentação”. Já o PAN propõe eliminar os referidos selos de qualidade.

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