Regulador quer nomes divulgados
Grupo disse que acesso a nomes de accionistas é público. CMVM desmente
A CMVM quer que a Newshold divulgue publicamente quem são os seus accionistas, já que está impedida de fornecer esta informação. Questionada pelo CM se teve acesso à identidade dos donos do grupo que controla o ‘Sol’ e se pode revelar quem são, a CMVM adianta que pediu à Newshold para dar a conhecer os seus accionistas directos e indirectos "por não poder divulgar os nomes". "A informação solicitada foi para ser divulgada ao mercado", diz fonte do regulador.
No comunicado emitido quinta-feira, onde assumiu o interesse na RTP, a Newshold disse que o acesso à "identificação completa e rigorosa" dos seus accionistas era público. "Se a identificação completa dos accionistas foi entregue na CMVM, então os meios de comunicação podem e devem saber exactamente quem são os accionistas da Newshold." Contudo, o regulador diz ao CM que "a informação não é pública" e que a CMVM "está sujeita ao segredo profissional".
Analisando o comunicado da Newshold, Rui Mingas, ex-embaixador de Angola em Portugal, e Álvaro Sobrinho, presidente do Banco Espírito Santo Angola, serão dois dos accionistas da empresa presidida por Sílvio Madaleno. A Newshold detém participações na Cofina e na Impresa sem que, contudo, tenha administradores ou influência de gestão nestes grupos.
O CM tentou contactar Mário Ramires, presidente executivo da Newshold, e José Marquitos, director-geral em empresas participadas da Newshold, mas até ao fecho desta edição nenhum dos responsáveis atendeu as chamadas ou respondeu às mensagens.
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